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Base governista vai para o enfrentamento com a oposição

Tucanos usam Comissão de Segurança Pública como palanque e base de governo vai para o embate, desmentindo as informações divulgadas para confundir policiais e agentes da segurança pública

A Comissão de Segurança Pública tem sido um palco aberto para o embate entre as bases do governo e da oposição. Como é próprio do parlamento, às vezes o debate é feito com a sinceridade e a dureza impostas pelo momento. Às vezes, entretanto, o choque de ideias entre as partes se eleva além do normal, por opção de um dos lados.

A oposição tem feito desse espaço um palanque para desferir seus ataques contra o governo, e pior, tem usado métodos não condizentes com a democracia parlamentar, na qual o respeito à verdade factual é um princípio. Como ainda não assimilou a derrota acachapante sofrida nas urnas em outubro passado, seus deputados têm utilizado descaradamente da mentira e das distorções dos fatos.

Só para citar um exemplo na segunda categoria, na reunião de terça-feira (20/10) um dos deputados tucanos comparou os recursos investidos em segurança pública pelos governos tucanos com os do governo Pimentel. Quase aos berros, o tucano garantiu que o dinheiro que investido por eles na área durante os nove meses de 2014 foi infinitamente superior ao que Pimentel investiu neste ano, no mesmo período. Descontextualizada, a crítica parece ser verdadeira, se não tivéssemos de considerar alguns fatores primordiais, no caso.

O deputado Gilberto Abramo (PRB), integrante do Bloco Minas Melhor, lembrou imediatamente que, se o deputado tucano quer ser justo na crítica, deve comparar os recursos investidos nos nove meses iniciais de cada governo. “Comparar investimentos feitos após 12 anos de administração, com o governo que está no seu primeiro ano, na realidade em que estamos, é covardia”, ironizou.

Um dos membros da Comissão e vice-líder do governo, o deputado Cabo Júlio (PMDB) lamentou a postura da oposição tucana: “quando falta responsabilidade, impera o oportunismo nas ações e nos discursos”, afirmou. Após a reunião, o parlamentar recebeu em seu gabinete os candidatos dos concursos públicos de 2013 para Agente de Segurança Penitenciário (ASP) e Agente de Segurança Socioeducativo (ASE), aproveitou para esclarecer-lhes as dúvidas sobre os respectivos certames e ainda explicou-lhes a razão de a bancada governista ter rejeitado os requerimentos propostos pela oposição.

“Na condição de governo, precisamos ter conhecimento do que vamos votar, para saber o impacto de cada pedido. Aqueles requerimentos em que nós não tivermos conhecimento prévio do conteúdo, debateremos, inclusive entre nós, para definirmos qual será a nossa posição”, salientou o deputado.

Cabo Júlio ainda disse aos futuros agentes do sistema prisional que a oposição está encobrindo os erros que os tucanos cometeram durante os últimos 12 anos e querendo usá-los como plateia para seus palanques. “Não fizeram nada durante todos esses anos e agora querem usar vocês. Não caiam nessa. Tem sido um trabalho difícil, tanto da Seds (Secretaria de Estado de Defesa Social) quanto da Seplag (Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão) de tentar acertar as contas e consertar os equívocos da administração passada. Tivemos que fazer uma ginástica orçamentária, pois o governo anterior, além de enrolar os concursos nesses dois últimos anos, não alocou recursos no orçamento de 2015 para a continuação do certame. É a primeira vez que um governo se preocupa com o sistema prisional”, ponderou.

Ainda na terça-feira, no final da tarde, o vice-líder do governo divulgou nota por meio do seu blog, na qual dá detalhes sobre os enfrentamentos que têm feito na Comissão de Segurança Pública. Alguns trechos da nota:

“Hoje, os deputados de oposição na Comissão de Segurança Pública da ALMG, tentaram aprovar vários requerimentos com o intuito de “espezinhar” o governo e confundir a tropa…”;

“…Durante doze anos militei na oposição, cobrando e carregando caixões, enquanto outros nunca levantaram a voz contra os governantes. Isso se chama democracia…”;

“…Agora, aqueles que não se acostumaram ainda com a ideia de serem oposição vivem o dia todo xingando. Xingam o comandante da PM (Polícia Militar), xingam o comandante do CBM (Corpo de Bombeiros Militares), xingam o governador, xingam o Ministério Público, xingam o Presidente do Tribunal de Justiça, xingam o Presidente da Assembleia, xingam até os servidores da própria Assembleia Legislativa…”;

“…Uma discussão tem que ser propositiva, ter um objetivo que tenha a tropa como destinatária do beneficio. Requerimentos usando a tropa para interesses políticos oposicionistas próprios foram e serão sempre rejeitados daqui pra frente…”;

“…Bradam como se antes de 1º de janeiro Minas Gerais fosse um grande paraíso. Esquecem do calote que deixaram na própria Polícia Militar. Prêmio de Produtividade de 2013 e 2014 sem pagar, Ajudas de Custos sem pagar, divida de milhões com o IPSM (Instituto de Previdência dos Servidores Militares), médicos sem pagar, fornecedores da PM sem pagar, enfim, depois das eleições de outubro, o governo de Minas não pagou ninguém. Instalou-se um verdadeiro calote generalizado…”, acusa o deputado Cabo Júlio.

Por Ilson Lima
Fotos: Ascom/Dep Cabo Júlio


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