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André Quintão faz alerta sobre a volta da violência institucional contra cidadãos brasileiros


Em Goiânia, estudante foi agredido por um golpe de cassetet durante manifestação do dia 28

Décio Junior - Núcleo de Comunicação Bloco Minas Melhor

Foto: Luiz da Luz

O líder do Bloco Minas Melhor, deputado André Quintão (PT), fez uma alerta sobre o aumento da violência praticada por órgãos que deveriam defender a integridade do cidadão, e que agiram de forma contrária contra os trabalhadores, jovens e estudantes que saíram às ruas no dia 28 de abril para engrossar a greve geral no país e manifestar contra as reformas trabalhistas e previdenciária proposta pelo Governo Federal.

O parlamentar se mostrou preocupado e disse que a escalada de violência praticada contra os que estão lutando por seus direitos é um retrocesso. “Não é por acaso que essas ações estão começando a se proliferar. Elas acontecem num momento de uma tendência conservadora internacional, de uma corrente retrógrada de corte de diretos sociais, trabalhistas e previdenciário no país, de baixa credibilidade das instituições políticas e de vácuo de lideranças. E tudo isso contribui para que  o uso da força e a violência prevaleçam”, reforçou.

André Quintão traçou um paralelo dos últimos acontecimentos divulgados pela imprensa e pelas redes sociais com o período da ditadura no Brasil. “Tivemos um período conturbado de autoritarismo na ditadura militar, que não só impediu a organização e a manifestação partidária e sindical, mas que também levou vidas e deixou marcas e sequelas profundas em milhares de brasileiros”, lembrou.

O líder da base governista fez ainda um resgate do avanço da democracia no país desde a Constituição de 1988 até as conquistas sociais a partir de políticas públicas inclusivas dos governos Lula e Dilma. “Tivemos uma evolução na construção de uma rede de proteção social, no acesso das pessoas mais pobres e jovens na universidade, na melhoria da produção e distribuição dos produtos da agricultura familiar e da discussão mais presente das questões de gêneros e da igualdade racial. São avanços que coloco no terreno e no patamar civilizatório, mas, de repente, temos retrocessos econômicos e de políticas sociais”, lamentou.

Para o parlamentar, o congelamento de gastos por 20 anos na Saúde, por exemplo, fere de morte os princípios constitucionais de universalização de políticas públicas. Já o projeto de terceirização do trabalho associado à Reforma Trabalhista com princípio do negociado prevalecendo sobre o legislado, afronta o direito do trabalhador previsto na Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) de 1943.

Barbárie – O deputado André Quintão classificou ainda como barbárie a violência praticada contra movimentos sociais, registrados em todo o país. “Temos percebido um endurecimento da violência contra as pessoas que se manifestam contra o mundo político. Atentados, ameaças, mortes e agressões contra manifestantes, trabalhadores rurais que estão buscando seu pedaço de terra e povos indígenas. Esse é um retrocesso bárbaro. Se recuarmos à história, da violência se sobrepor ao diálogo, é incomparavelmente pior do que as disputas que fazemos em torno das reformas”, salientou.

Além das negociações pacíficas o parlamentar cobrou uma postura das instituições públicas brasileiras que passam por um descrédito. “É importante que as instituições dos três poderes fiquem atentas para o momento que o país está passando, pois essa moda de resolver conflitos econômicos e de natureza política com o uso da força e do arbítrio por órgãos que deveriam defender a integridade do o cidadão, não pode pegar”.

Sobre as reformas que tramitam no Congresso, Quintão cobrou seriedade dos deputados federais e senadores. “Eles têm que ter responsabilidade ao analisar propostas de reformas que afetam gerações e que têm um impacto de curto, médio e longo prazo. É muito importante que as instituições políticas tenham condições de se recredenciarem junto à população. O fim da política e da democracia significam a prevalência da força e da violência e essa página entendemos ter sido superada na transição da ditadura para a democracia”.


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