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Opinião

 
 

O Brasil e Minas Gerais em dois tempos


Na sequência de nossa opinião na semana passada, confirmou-se o que se disse: vivemos tempos de incertezas e de decisões problemáticas.

No Brasil são tomadas decisões políticas e programáticas que, integralmente, foram negadas nas eleições presidenciais de 2014. Sim, as propostas do candidato derrotado Aécio Neves estão sendo votadas, a toque de caixa, no Congresso Nacional, como se tivessem a legitimidade do apoio e da soberania popular.

A resposta a isso está nas ruas, na forma da mobilização por uma greve geral (em 28/04), como uma etapa da resistência do mundo do trabalho ao corte estrutural de direitos históricos; sobretudo aqueles direitos que garantiam a contratação de mão de obra sem precarização.

Como corretamente registrou o site “The Intercept”, o que tramita hoje no Congresso só tem a acolhida de emendas vindas de lobistas de bancos, indústria e transportes. Já o mundo do trabalho é a contraparte a ser derrotada. https://theintercept.com/2017/04/26/lobistas-de-bancos-industrias-e-transportes-quem-esta-por-tras-das-emendas-da-reforma-trabalhista/

Resultado: temos um país irremedivelmente dividido.

Eis a agenda política do país. De um lado, um governo que nasce de uma profunda crise política, crise essa potencializada pela irresponsabilidade de Aécio Neves, e que adota medidas duras que nem sequer foram objeto de debate na sociedade. Ou melhor, se foram, além de terem sido debatidas superficialmente, foram derrotadas. De outro lado, o mundo do trabalho, ainda de forma dispersa, construindo ou reconstruindo sua identidade para resistir às ameaças de perdas de direitos!

Ao contrário do 'atropelo' nacional, as forças partidárias em Minas Gerais, a despeito de suas legítimas diferenças programáticas e ideológicas, vão num outro rumo. A ampla maioria de deputados e deputadas estaduais rejeita, na forma e no conteúdo, as propostas de mudanças na Previdência Social que são discutidas em Brasília. No mínimo há, entre os membros da ALMG, o reconhecimento de que tal assunto não pode ser decidido de forma atabalhoada.

Além disso, os poderes constituídos em Minas Gerais estão unificados na discussão da crise fiscal, reivindicando um encontro de contas entre os estados e a União, principalmente para o acerto das discrepâncias em relação à Lei Kandir.

E para completar, o governador Fernando Pimentel, mesmo frente ao caos herdado dos governos passados, assume uma posição corajosa: já disse claramente que lutará para não transferir aos servidores o ônus da crise fiscal do estado. E que adotará uma agenda positiva para a economia, visando olhar mais para o parabrisa do que para o retrovisor.


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