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Governo do Estado presta conta sobre as medidas tomadas no controle da Febre Amarela


Controle de epidemia é exemplo no Estado

A epidemia de febre amarela vivida no início deste ano já está sob controle, mas as secretarias estadual e municipais de Saúde ainda estão vigilantes. Esse foi o panorama exposto por representantes desses órgãos que estiveram na audiência pública realizada pela Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) na quinta-feira (20/04), requerida pelo deputado estadual Dr. Jean Freire (PT).

De acordo com o parlamentar, Minas Gerais agiu de forma rápida e eficiente diante da situação crítica. “É um orgulho para nós os estados do Rio de Janeiro e do Espírito Santo utilizarem nossos métodos como referência de combate à febre amarela. Isso mostra que, apesar de todas as dificuldades enfrentadas, o estado cumpriu o seu papel e agiu de forma efetiva”, afirmou.

Durante a reunião, o subsecretário de Vigilância e Proteção à Saúde da Secretaria de Estado da Saúde (SES), Rodrigo Fabiano Said, apresentou os dados, a evolução e as medidas tomadas para controlar a epidemia. De acordo com Said, desde dezembro de 2016, foram feitas 1.130 notificações de febre amarela, com 423 confirmações, a última delas feita em 14 de março. Outros 154 dos casos notificados ainda estão sob investigação. No total, teriam sido 151 óbitos e mais de 90% deles em áreas rurais. Segundo ele, o pico do problema foi entre a segunda e terceira semanas de janeiro.

No período, foi lançado um alerta para todo o estado e iniciou-se a produção diária de boletins para garantia de transparência. Said explicou ainda que foram elaboradas notas técnicas de ação, inclusive com diretriz clínica para tratamento. “É a única diretriz clínica do mundo para febre amarela, com orientações de manejo, exames, condutas e internações”, afirmou.

O representante da secretaria estadual destacou também a atuação de combate do problema, que se tornou prioridade para o governo de Minas Gerais. “Tivemos a colaboração de várias secretarias que emprestaram veículos, helicópteros e recursos humanos. A imunização foi uma das principais estratégias adotadas, com a distribuição de cerca de 8 milhões de doses de vacina no estado”, disse.

O deputado Dr Jean Freire reconheceu as ações do governo. “Pimentel deu exemplo de comprometimento ao ir a campo no momento auge da epidemia”, enfatizou.

Além do suporte oferecido às unidades de saúde em municípios de toda Minas Gerais, a secretaria selecionou cinco hospitais como referência. Ações iniciais, de acordo com Said, reduziu a letalidade inicial da doença do estado de mais de 70% para 36% - número considerado abaixo da média.

Chikungunya é preocupação em alguns municípios

A superintendente regional de Saúde de Governador Valadares, Elice Eliane Ribeiro, confirmou o controle da febre amarela, mas relatou problemas sérios na região com a Chikungunya. Segundo ela, foi necessário estender o tempo de atendimento das unidades de saúde existentes e um novo centro de atendimento foi aberto com funcionamento por 15 horas diárias.

“Tivemos que contratar vários médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem, além de outros especialistas, como fisioterapeutas, porque a reabilitação é complicada, algumas pessoas chegam a não conseguir andar”, afirmou. Ela reivindicou apoio financeiro do governo estadual para continuar com essas ações e para ampliar e melhorar os atendimentos.

O representante da secretaria estadual, Rodrigo Said, reconheceu o problema com a Chikungunya e disse que outros municípios, como Conselheiro Pena (Rio Doce), também estão lutando contra a doença. Segundo ele, o governo estadual já fez repasses financeiros e deslocou recursos humanos para ajudar a resolver o problema. Elice Ribeiro disse que a ajuda existiu, mas não foi suficiente. Segundo ela, mais de 60% dos casos de Chikungunya em Minas Gerais estão no município de Governador Valadares, por isso seria necessário um aporte maior de recursos.

O deputado Dr. Jean Freire disse que é preciso tratar os problemas da saúde de forma apartidária e enfrentar as questões que se apresentam e voltou a destacar a atuação do governo do estado no intuito de controlar as epidemias, tanto da febre amarela quanto de Chikungunya. “Nós sabemos que a situação do estado é delicada. Infelizmente, os recursos estão sim escassos. Mas isso não fez com que o governo deixasse de investir nas áreas prioritárias, como a saúde, e o trabalho apresentando resultados, como o controle dos casos de febre amarela”, concluiu.


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