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Opinião

 
 

Um tempo de inconfidências


Na semana da Inconfidência Mineira o Brasil vive dias conturbados e inquietantes. Há um tripé instável e cambaleante na base desse edifício que um dia se chamou Terra de Santa Cruz.

É a soma das tentativas de mudanças constitucionais e estruturais nos direitos previdenciarios e trabalhistas; a crise política decorrente do impeachment da presidenta Dilma Rousseff e o transbordamento das delações premiadas (Operação Lava Jato) que trazem para o centro do furacão o PSDB e DEM (além de reforçar a presença do PMDB); a crise fiscal dos estados e municípios. São as marcas desse tempo de incertezas no país.

Isso não é novo na história brasileira. Nem os impasses econômicos, nem a crise política, nem o cerco ao Estado por interesses empresariais privados e, muito menos, as tensões de nosso pacto federativo.

O “primeiro pé” é a incerteza que toma conta das parcelas mais vulneráveis de nosso povo. Quando vão se aposentar? E com qual remuneração? E a dilapidação da CLT? Como medidas tão drásticas são propostas para um Congresso que não foi eleito para esse fim? Mudanças tão profundas e tão estruturais não deveriam surgir de uma Assembleia Constituinte?

O segundo é a resultante do impeachment de Dilma Rousseff, agora agravado pela delação premiada de alguns executivos da construtora Norberto Odebrecht. Delação essa que tragou para o centro do furacão a fina flor do alto tucanato, além de aprofundar a presença do PMDB nacional e, particularmente, Michel Temer. E não nos iludamos: essa fábula fala de todas as grandes construtoras, todos os bancos, fala da indústria automobilística, das empresas aéreas, agronegócio, corporações transnacionais que aqui atuam, etc. Emílio Odebrecht, com muita generosidade, disse que isso ocorre há mais de 30 anos. A rigor, se nos atermos aos tempos de Regime Militar, são 50 anos de relação promíscua entre grandes empreendimentos privados e o Estado. Quem se assustar com o que ocorre hoje que faça sua própria pesquisa.

O último pé cambaleante desse tripé é a crise fiscal que se abate, desigualmente, sobre vários estados e municípios brasileiros. Minas Gerais é vítima de duas heranças malditas nessa terceira estaca mal fincada: o acordo da dívida pública acertado entre FHC e Azeredo em 1997 e a perda do ICMS, como resultado da Lei Kandir. Se houver um encontro de contas entre Minas Gerais e a União, o estado das Alterosas passa, folgadamente, de devedor a credor.

Enfim, este é um tempo de crise. Que o espírito da Inconfidência Mineira inspire o povo brasileiro a se insurgir e se mobilizar por um nova Inconfidência. Agora, a Brasileira. Escapando, dessa forma, da armadilha e da narrativa dos jornalões.


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