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Dr. Jean Freire desafia Bolsonaro a repetir discurso de ódio em Quilombo de Minas


Quilombos da comunidade dos Arturos - Contagem MG

Décio Junior - Bloco Minas Melhor

 Foto: Ricardo Lima 

Ao apresentar requerimento solicitando que a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) aprove moção de repúdio contra as falas do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ), durante palestra no Clube Hebraica, comunidade judaica do Rio de Janeiro, o deputado Dr. Jean Freire (PT) desafiou o parlamentar, que se apresenta como pré-candidato a Presidente da República, a manter o seu discurso de ódio perante qualquer comunidade quilombola de Minas Gerais.

“Ele [Bolsonaro] disse que visitou um quilombo e teve coragem de dizer que aquele povo não trabalha e que o de menos peso tinha 7 arrobas. Sete arrobas é a ignorância e a covardia dele. Vá em São Julião ou no Arraial dos Crioulos em Araçuaí [norte de MG] e diga isso na frente deles”, desafiou Dr. Jean.

A fala de Bolsonaro, de cunho racista, ganhou repercussão nos últimos dias. Na palestra no Clube Hebraica, ele ofendeu indígenas, mulheres, deficientes físicos e homossexuais. “É corajoso fazer ofensas contra os homossexuais? Então que vá lá, na Avenida Paulista, em São Paulo, durante a Parada Gay e diga isso lá”, voltou a enfrentar, Dr. Jean Freire.

Para ele, Bolsonaro está abusando da posição de parlamentar para não ser punido por suas falas. “Ele está achando por ser parlamentar pode usar a imunidade para dizer asneiras, covardias e idiotices. Ele disse isso num espaço de uma comunidade Judaica, de um povo que sofreu muitas perseguições. Não sei que adjetivo usar para classificar a mediocridade e arrogância desse deputado", frisou Jean.

Ao apresentar o requerimento em plenário o deputado também sugeriu protocolar a moção de repúdio na Comissão de Participação Popular. “Vamos tentar viabilizar uma audiência pública para discutir esse tema com os quilombolas, indígenas e outras lideranças de grupos que hoje sofrem com essa discriminação”, disse o deputado.


Coquivale

A Comissão das Comunidades Quilombolas do Vale do Jequitinhonha (Coquivale) manifestou também seu repúdio ao discurso racista e xenófobo de Bolsonaro no Clube Hebraica, afirmando que a fala não leva em contea o país democrático em que vivemos, "uma nação de diversas raças e com predominância negra", e que vai contra o princípio da isonomia", garantido no artigo 5º da Constituição Federal.


Para a Coquivale, as palavras do deputado "desqualificam um povo que contribuiu e contribui pra a construção deste país, onde muitas vezes seus direitos são negados e conquistados só por meio de muitas lutas". A comissão exige providências das autoridades políticas e judiciais contra o que classifica de "discurso de ódio" que desrespeita leis e afronta todos os tratados internacionais de direitos humanos.


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