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Operação desastrosa da PF pode resultar em desemprego

Liderança do Governo 

  Foto:Daniel Protzner/ALMG

 
O diretor-geral do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), Marcílio de Souza Magalhães, classificou como “desastrosa” a operação Carne Fraca da Polícia Federal, destinada a combater irregularidades na fiscalização de frigoríficos brasileiros. Durante sabatina na Comissão Especial da Assembleia destinada a analisar sua indicação pelo governador Fernando Pimentel (PT) para o órgão de defesa agropecuária mineiro, Magalhães afirmou que o resultado mais provável da operação será o fechamento de empresas e o consequente desemprego.

Em Minas, o Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio fechou 2016 com valor de R$ 204 bilhões, sendo que o setor de carnes é responsável por 44,9% deste total, equivalentes a R$ 91 bilhões. Magalhães salientou que a restrição imposta por diversos países à carne brasileira causa sérias preocupações ao setor em Minas, porque parte da produção mineira é destinada ao exterior.

De acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o valor médio diário de exportações de carne na semana passada foi de US$ 63 milhões. Na terça-feira (21), o valor havia caído para US$ 74 mil. Segundo Marcílio Magalhães, esta redução terá impacto direto também na economia de Minas.

Ele exemplificou com a avicultura, cujas exportações são lideradas mundialmente pelo Brasil. O quinto maior produtor do País é Minas, onde o setor gera 500 mil empregos. “E 20% da produção é exportada. Ao não ser recepcionado este produto no destino da exportação, este produto terá que ser absorvido de alguma forma pelo mercado interno”, observou Magalhães. “Por ser uma cadeia de ciclo muito curto, apenas 45 dias, isso pode gerar uma quebradeira no sistema, uma vez que não há estrutura que suporte receber todo este volume de produto”, acrescentou.

Para o líder do governo Pimentel na Assembleia e relator da comissão especial de indicação de Magalhães, deputado Durval Ângelo (PT), a operação da PF e suas consequências atenderam a interesses diretos dos Estados Unidos. “Ao invés de Carne Fraca, o melhor seria ‘Carne do Norte’. É um objetivo claro dos Estados Unidos, que é o segundo maior produtor mundial de carne, em favorecer seu mercado. E estava cada vez mais incomodado com o crescimento dessa atividade no Brasil”, declarou, lembrando que o setor de carnes é responsável por 7 milhões de empregos diretos e indiretos no Brasil.

“Por que não essa operação ser feita de forma discreta, dentro da legalidade. Não se divulgasse parte das delações e gravações. Podia ser feito sem a questão midiática. Vem aí o rastro dessa operação, que vai ser desemprego”, completou Durval.

Novo código

Durante a sabatina, Marcílio Magalhães falou sobre sua experiência profissional, inclusive dois anos à frente da Superintendência do Mapa em Minas, fez uma série de observações sobre as atividades e estrutura do IMA e revelou que o órgão está finalizando um anteprojeto a ser enviado para a Assembleia com um novo Código de Defesa Agropecuária, além da proposta de criação de um fundo público destinando a financiar a atividade.

Ao apresentar seu parecer – aprovado por unanimidade –, Durval Ângelo observou que até mesmo deputado da oposição que participaram da sabatina elogiaram a escolha do governador para o cargo. Como o presidente da Comissão de Agropecuária e Agroindústria da Assembleia, deputado Antônio Carlos Arantes (PSDB), que, além de fazer diversos elogios a Magalhães, concordou com sua análise a respeito da operação “desastrosa” da PF. “O governador Pimentel tem escolhido as pessoas certas para os lugares certos. Este é mais um acerto do governo”, concluiu Durval.


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