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Onze deputados federais mineiros se posicionam publicamente contra Reforma da Previdência


Trabalhdores se concentraram no hall das bandeiras enquanto a reunião acontecia no Salão Nobre

Núcleo de Comunicação Minas Melhor  

Foto: Ricardo Barbosa/ALMG

Pelo menos 11 dos 53 deputados mineiros da bancada na Câmara dos Deputados se manifestaram contra a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 287, que prevê a reforma da Previdência e que tramita no Congresso. O posicionamento foi revelado pelos próprios parlamentares em audiência pública realizada pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais, dirigida pelo presidente Adalclever Lopes (PMDB), que transformou o ato liderado pelas centrais sindicais e trabalhadores de diferentes setores em uma ação institucional do Parlamento Mineiro. Além deles, as bancadas do PT e PCdoB já fecharam questão contra a PEC.

“Apesar de não legislar diretamente sobre o assunto, a Assembleia de Minas tem uma responsabilidade grande sobre o trabalhador mineiro. Por isso, neste momento, estamos lado a lado com todos os sindicatos, todos os deputados estaduais e federais que acham que temos o dever de defender os trabalhadores e seus direitos”, ressaltou Adalclever.

O presidente da Assembleia anunciou ainda a criação de uma Comissão Extraordinária para discutir a Reforma da Previdência em todo o estado de Minas Gerais. “Quero de antemão solicitar ao presidente da Comissão, deputado Gilberto Abramo (PRB), que inicie os trabalhos na cidade de Juiz de Fora”, solicitou Adalclever, que fez coro à fala do deputado federal Júlio Delgado (PSB) que é do município e se colocou contra a reforma. “Essa PEC é uma aberração e se depender de mim, na comissão ela não passa. Sou contra a Reforma da Previdência e já estou quase a favor é de uma reforma da Presidência”, afirmou.

Entre os parlamentares presentes os petistas Adelmo Leão, Pe. João e Reginaldo Lopes falaram em nome da bancada do Partido dos Trabalhadores. “A ideia da PEC não passar não é suficiente. Essa proposta tem que ser morta e enterrada e vamos votar contra, pois o que precisamos hoje é de uma reforma de Estado para que o país se fortaleça, se torne justo, transparente e soberano”, defendeu Adelmo Leão.

Já o vice-presidente da Câmara, deputado Fábio Ramalho (PMDB) também garantiu que “a proposta não passa” e disse que a maioria dos deputados mineiros “comungam da ideia”. "Não vamos propor emendas à reforma. O governo precisa retirar o texto", defendeu em entrevista.

Eros Biondini, líder do Prós na Câmara, falou também em nome do partido e se posicionou contra a reforma. “Sou contra desde o primeiro dia”, lembrou.

Franklin Lima (PP) foi mais ponderado ao posicionar-se dizendo que “manifestar-se contra ou a favor é prematuro”. Salentou, contudo, que a PEC fere os direitos adquiridos. “Não podemos mexer”, defendeu.

O deputado Lincoln Portela (PRB) disse que é preciso unir forças para derrubar a proposta e se colocou contra qualquer emenda apresentada.

Os deputados Ademir Camilo (PTN), Subtenete Gonzaga (PDT) e Weliton Prado (PMB) criticaram também a PEC e se colocaram contra a aprovação dela.

Trabalhadores presentes - Representados por diferentes centrais sindicais, trabalhadores de diversos setores marcaram presença na audiência para cobrar uma postura dos deputados federais para que votem contra a PEC 287. O deputado Rogério Correia ressaltou que o encontro com os deputados federais e estaduais para debater a Reforma da Previdência foi feito a partir de uma sugestão das presidentes da Central Única dos Trabalhadores de Minas Gerais (CUT/MG), Beatriz Cerqueira (que coordena também o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais, Sind-UTE) e da presidente do Sindicato dos Professores da rede particular (Sinpro-MG), Valéria Morato, durante reunião com ele e Adalclever, no dia 14/03, um dia antes da Greve Geral contra a Reforma da Previdência.

“A posição da CUT e de vários outros movimentos é pela retirada dessa proposta que só traz prejuízos ao trabalhador. Nosso esforço é conseguir fazer com que os deputados mineiros votem contra essa reforma que está em tramitação”, defendeu Beatriz Cerqueira, Ela avisou que os sindicatos vão pressionar os deputados que estiveram ausentes e os omissos. “Vamos visitar cada debutado em seus escritórios regionais e pedir para que se posicionem. O trabalhador quer saber quem vai realmente votar contra os seus direitos”, disse.


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