Facebook Youtube Twiter Sound cloud
nas redes
 
 
Logo Minas Sem Censura Newsletter

Opinião

 
 

Minas Gerais precisa voar mais alto


Maior que a Espanha, Alemanha, Itália, Reino Unido e quase do tamanho da França, Minas é um país. E tem um modal aéreo aquém de suas possibilidades e muito aquém de suas necessidades.

Pela dinâmica da economia mineira, a ligação de cidades polos das regiões do estado com a capital é uma realidade bem recente. E ainda há muito espaço para crescimento. O potencial de negócios na indústria, na agropecuária, no comércio e nos serviços que temos por aqui demanda mais qualificação dos aeroportos, melhor estrutura aeroviária e maior integração com os outros modais. Seja para o transporte de cargas, seja para o de passageiros.

Os governos tucanos de Aécio e Anastasia, a despeito de exagerada propaganda em torno do apelido de um programa (o Pro-Aero), pouco fizeram para superar os gargalos nessa importante frente de infraestrutura.

O estado, por exemplo, tem 83 aeroportos onde houve expressivo aporte de dinheiro público e que hoje só atendem a vôos particulares e fretados. Apenas dois aeroportos foram concluídos na era tucana: o de Juiz de Fora, que começou e avançou com Itamar Franco no governo e o afamado aeroporto de Cláudio, construído em terras de parentes do então governador Aécio Neves. Os recursos gastos na era tucana recente, com construção, ampliação e conclusão de obras em aeroportos chegaram em 2012 a R$ 369 milhões, dos quais R$ 50 milhões saíram do caixa do governo federal. E a maioria está ociosa, por falta de incentivos e políticas públicas voltadas para sua ocupação. Para comparar, só o Expominas de São João del Rei, terra querida do clã dos Neves, foi construído com R$ 100 milhões da Codemig. Quase 30% de tudo que foi gasto com aeroportos.

Na ânsia por publicidade sem lastro, Aécio e Anastasia chegaram ao ridículo, em suas campanhas de 2010 (a senador e a governador, respectivamente), de divulgar um gasto de R$ 5 milhões com reforma e ampliação do aeroporto de Itabira que, simplesmente, não existia.

O governo Fernando Pimentel, por sua vez, estabeleceu como meta a ativação da aviação regional, à luz das possibilidades da economia do estado, criando o Voe Minas Gerais (Projeto de Integração Regional de Minas Gerais – Modal Aéreo).

Já em funcionamento, o Voe Minas Gerais contabiliza – mesmo em meio à crise – números satisfatórios de acesso de passageiros e de aprovação. Só no de Teófilo Otoni, a ocupação é de 70%.

Isso parece que incomodou a bancada aecista na ALMG. No clima do denuncismo vazio que assolou o país nos últimos tempos, oposicionistas mineiros querem até CPI para apurar algo que está muito transparente. Se querem brincar de escândalos, que peguem um real: a construção da Cidade Administrativa, que aliás, já aparece nas delações de executivos da Odebrecht.



Logo Minas Melhor Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais
Rua Rodrigues Caldas, 79 - 3º andar
Santo Agostinho - BH / MG

(31) 2108-7597 minasmelhoroficial@gmail.com
Copyright 2016 Minas Melhor.
Facebook Youtube Twiter Sound cloud
nas redes