Facebook Youtube Twiter Sound cloud
nas redes
 
 
Logo Minas Sem Censura Newsletter

Mais Notícias

 
 

Deputadas defendem direitos das trabalhadoras e proteção à mulher vítima de violência

Núcleo de Comunicação Minas Melhor

A preocupação com a perda dos direitos das mulheres que deverão trabalhar de 10 a 15 anos a mais para conseguir a aposentadoria, se o Congresso Nacional aprovar a Proposta de Emenda Constitucional (PEC 278/16), chamda de Reforma da Previdência, é um ponto comum que une as quatro deputadas que integram o Bloco Minas Melhor, base do governo Pimentel na Assembleia Legislativa. “É um golpe contra as mulheres”, alertou a deputada Marília Campos (PT), durante reunião ordinária de 8 de março, presidida por ela e pela deputada Geisa Teixeira (PT).

Marília reforçou que a proposta do governo pode trazer prejuízos inclusive às professoras, donas de casa e trabalhadoras do campo. “As professoras, que hoje se aposentam com 50 anos, terão que trabalhar mais 15 anos para conseguirem se aposentar. As trabalhadoras rurais que se aposentam com 55, só vão conseguir a aposentadoria com 65 anos. Com isso, certamente muitas mulheres não vão conseguir o benefício da aposentadoria”, alertou.

A deputada Rosângela Reis (Pros), que defendeu a luta contra a reforma da Previdência Social e pelos direitos garantidos, foi além, e disse que a luta é também pela discriminação das mulheres, principalmente contra as negras. “São elas que mais sofrem discriminação no mercado de trabalho em Minas Gerais e no País. Precisamos avançar para mudar essa realidade e garantir o direito de todas as mulheres, sem exceção”, defendeu.

O alerta da pa rlamentar foi reforçado pela deputada Geisa Teixeira (PT) que citou a Lei Maria da Penha como um avanço na defesa da mulher vítima de violência. “As agressões e os homicídios contra as mulheres acontecem dentro do próprio lar e na grande maioria das vezes pelo próprio marido ou companheiro. Com a Lei [Maria da Penha] tivemos um decréscimo no número de mulheres brancas violentadas, mas, como bem citou a deputada Rosângela Reis, há um número alarmante de vítimas, que são as mulheres negras”, destacou.

Na mesma linha, a deputada Celise Laviola (PMDB) lembrou que os números mostram que no Brasil, pelo menos 500 mulheres sofrem algum tipo de violência física a cada hora. Os dados são de uma pesquisa do Instituto Datafolha encomendada pelo Fórum de Segurança Pública. “Temos que ter uma maturidade ao tratar do assunto e criar canais para que as mulheres não fiquem no silêncio e que se manifestem contra seus agressores”, defendeu.

Mulheres na ALMG - Presidente da Secretaria da Mulher da União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais (Unale), a deputada Celise Laviola defendeu ainda a aprovação da PEC 16 de 2015 que altera a Constituição Estadual, para assegurar a representação feminina na Mesa Diretora do Parlamento mineiro. “Essa é uma luta importante e, junto com ela, estamos trabalhando para transforma a Comissão Extraordinária das Mulheres em uma comissão permanente, para que possamos dar mais atenção às questões voltadas às mulheres aqui nesta Casa”, acrescentou.

Rosângela defendeu ainda a participação das mulheres na Mesa Diretora e disse que os mandatos das mulheres no Parlamento mineiro podem servir de incentivo para o aumento da participação feminina na política brasileira. "Os parlamentos no Brasil são compostos em sua maioria por homens, mas podemos melhorar a participação da mulher. Já há um movimento importante nesse sentido e vimos isso nas últimas eleições, quando elegemos um bom número de vereadoras e prefeitas em vários municípios. Mas ainda somos uma minoria e precisamos fazer com que a bancada feminina na Assembleia de Minas seja uma referência. Vamos lutar para aprovar a PEC 16 e para transformar a Comissão Extraordinária das Mulheres em Comissão Permanente", reforçou.

Já a deputada Marília Campos, acrescentou uma terceira proposta da bancada feminina: lutar para que ofensas às mulheres em Plenário sejam consideradas falta de decoro parlamentar. "Já passamos por uma situação discriminatória aqui nessa casa e estamos lutando para que o regimento interno considere falta de decoro parlamentar toda ação que menospreze e ofenda as mulheres". ressaltou.


Logo Minas Melhor Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais
Rua Rodrigues Caldas, 79 - 3º andar
Santo Agostinho - BH / MG

(31) 2108-7597 minasmelhoroficial@gmail.com
Copyright 2016 Minas Melhor.
Facebook Youtube Twiter Sound cloud
nas redes