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Rogério Correia e Paulo Guedes manifestam apoio ao protesto organizado pela Fetaemg


Trabalhadores manifestaram contra a reforma da previdência em todas as regiões do estado

Núcleo de Comunicação Minas Melhor

Foto: Fetaemg

Os protestos organizados pela Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Minas Gerias (Fetaemg) foram lembrados na quarta-feira (15/02) na Assembleia Legislativa pelos deputados Rogério Correia e Paulo Guedes que manifestaram apoio às manifestações dos trabalhadores e criticaram principalmente a reforma da previdência. Os protestos, realizados em dezenas de cidades mineiras, reuniram mais de 100 mil trabalhadoras e trabalhadores do campo.

De acordo com o deputado Rogério Correia (PT). As medidas que o governo vem tomando para combater a crise fere os direitos dos trabalhadores. Ele lembrou que além da reforma previdenciária que vai prejudicar principalmente os pequenos produtores rurais, o governo federal tem adotado medidas que afrontam a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT). “Já congelaram os investimentos em Saúde e Educação por 20 anos com a desculpa de que isso era gato para o governo e querem agora mexer com o trabalhador aumentando para 10, 12 até horas a jornada de trabalho sem que haja pagamento de horas extras. Isso sem contar com a terceirização das atividades fins, o que significa precarizar os diretos dos trabalhadores”, lamentou.

Já o deputado Paulo Guedes (PT), lembrou que na cidade de Montes Claros, cerca de 5 mil trabalhadores rurais caminharam da praça da catedral até a sede do INSS, num manifesto que visa barrar a tramitação da PEC 287 que tramita no Congresso Nacional e que pode acabar com a aposentadoria dos produtores do campo. “Essa reforma da previdência é uma afronta aos trabalhadores e principalmente aos homens e mulheres do campo. O governo quer que o trabalhador rural contribua da mesma forma que os de outras categorias, mas o trabalho é muito diferente. É assim em qualquer lugar mundo. O homem do campo começa de madrugada e não tem hora para dormir. A caneta é uma enxada e tem uma perspectiva de vida menor por ter que trabalhador diariamente de sol a sol e o governo quer acabar com sua aposentadoria”, lamentou. Paulo Gudes lembrou ainda que o trabalhador do campo, principalmente os responsáveis pela agricultura familiar, representam 75% da produção de alimentos no país.

A manifestação - Os trabalhadores e trabalhadoras rurais, mobilizados pela Fetaemg, protestaram em todo o estado contra a reforma da Previdência Social, por meio da PEC 287, que tramita no Congresso. A manifestação aconteceu simultaneamente nas 13 Gerências Regionais do INSS em Minas Gerais e reuniu cerca de 100 mil trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade.

Em todas as regiões os protestos ganharam a simpatia das pessoas que apoiaram a iniciativa. Em algumas regiões as rodovias também foram ocupadas pelos manifestantes com o intuito de chamar ainda mais atenção do governo e da sociedade.

O presidente da Fetaemg, Vilson Luiz da Silva, que conduziu manifestação em Divinópolis, explica que é histórico a política de expulsão do homem do campo, com falta de política pública, falta de condições básicas de sobrevivência e permanência de nosso povo na roça. “Essa reforma sendo aprovada, os rurais serão mais uma vez, os mais penalizados, em razão de ser praticamente a única fonte de renda das famílias no meio rural”, disse.

Para o presidente, a proposta de alteração da idade mínima para aposentadoria é um dos pontos mais cruéis. Ele explica pelo menos duas condições específicas da atividade rural que justificam a manutenção da idade de aposentadoria do homem, aos 60, e da mulher, aos 55 anos: o início precoce da atividade laboral e o trabalho penoso em baixo de sol e de chuva.


Segundo dados divulgados na Nota Técnica nº 25, IPEA, 2016, a grande maioria dos trabalhadores e trabalhadoras rurais começa a trabalhar antes dos 14 anos (78% dos homens e 70% das mulheres). Essa é uma informação importante para demonstrar que os trabalhadores e as trabalhadoras rurais, pelas regras atuais, já trabalham mais de 40 anos para ter acesso a uma aposentadoria de um salário mínimo.


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