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Opinião

 
 

Marisa Letícia! Presente

Nasce em 1950 Marisa Letícia Rocco Casa, em São Bernardo do Campo, São Paulo. Filha de Regina Rocco e João Casa, imigrantes da Itália, agricultores. Ela nasce no coração do capitalismo industrial brasileiro. Antes dos 10 anos já era babá. Aos 13, conhece o chão de fábrica, numa indústria alimentícia.

Com quase 20 anos, ela se casa com Marcos Cláudio, taxista. No sexto mês de gravidez, ele é assassinado. Pouco tempo depois nasce seu primeiro filho, que recebe o nome do pai.

Uma história de marisas, marias, reginas, lúcias, anas, como tantas outras. Batalha pela sobrevivência, tragédia pessoal e busca da felicidade.

Em 1973, cruza seu caminho um dirigente sindical, ex-retirante nordestino. Pouco tempo depois, esse encontro selava um casamento que duraria 42 anos. Criou cinco filhos.

Sempre apreensiva com a militância sindical dele, em tempos de regime militar, ela alternava advertências e gestos de solidariedade.

No auge das greves do ABC, fez de tudo um pouco: piquetes, fundo de greve, comitês de apoio e liderança nas passeatas de mulheres, com barriga de gravidez e tudo o mais, em solidariedade aos sindicalistas presos. Tempos de aprendizado, inclusive na Pastoral Operária.

Aí veio um partido político, o PT, e com ele, as tarefas: filiações de porta em porta, nas casas e nas fábricas. Reuniões dos núcleos, lutas sociais e campanhas eleitorais.

O marido viajando pelo País, em suas tarefas políticas, e ela cuidando de casa, de sua militância própria e dos filhos. O marido vai se construindo como a maior liderança da República brasileira. Ela segue firme o incentivando, sabendo o preço que isso teria na vida familiar.

Preferiu, quando ele se torna Presidente da República, a discrição. Enfrentou o preconceito com altivez. Afinal, uma filha de agricultores, uma operária, mãe de cinco filhos morando em palácios? De certa forma, ela representava ali as marizas, marias, reginas, lúcias, anas, de várias gerações que viram crescer sua consciência política, seus direitos e seu reconhecimento social.

Lula não se cansava de registrar como a “galega era brava”. E que era feminista antes mesmo de sabê-lo, impondo respeito em casa. Ele e os filhos que o digam.

No olho do furacão político, tendo a si e a família como alvo de ataques diversos, ela resistiu o quanto pode.

A bancada do Partido dos Trabalhadores na Assembleia Legislativa de Minas Gerais homenageia a companheira Marisa Letícia Lula da Silva e presta solidariedade a Lula, filhos e netos. Sua história de vida é a história dos ideais de emancipação das classes trabalhadoras, e das mulheres de origem operária e camponesa em nosso país. Marisa Letícia!PRESENTE!

Por Deputado André Quintão, Líder da Bancada do PT na ALMG 


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