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Dia internacional do combate à violência contra a mulher é lembrado na ALMG

Por Lívia Laudares e Assessoria de Imprensa da ALMG

Em audiência pública da Comissão Extraordinária das Mulheres da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), realizada na sexta-feira (25/11) sob a presidência de Marília Campos (PT), foi debatido o uso de termos pejorativos contra as mulheres. Na ocasião foi lembrado o Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher.

A data, instituída pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, lembra o assassinato das irmãs Pátria, Minerva e Maria Teresa, conhecidas como “Las Mariposas”. As três combatiam fortemente aquela ditadura e pagaram com a própria vida de forma brutal. Foram estranguladas, tiveram seus ossos quebrados e os corpos foram encontrados no fundo de um precipício. O intuito é que pelo menos durante um dia no ano fossem feitas reflexões sobre a situação de violência em que vive considerável parte das mulheres em todo o mundo.

Na ALMG a deputada Marília Campos atentou os presentes para a necessidade de se construir uma cultura de respeito às mulheres em todos os momentos. “Quando há violência física, há cobertura da mídia, mas essa prática cotidiana (das expressões depreciativas) tem pouca repercussão”, lamentou. A parlamentar lembrou também que apesar de avanços na legislação brasileira, como a Lei Maria da Penha e a do Feminicídio, a violência contra a mulher continua aumentando.

A coordenadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre a Mulher da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Marlise Matos, apresentou dados que mostram a exclusão feminina. Segundo ela, embora 39,8% dos domicílios brasileiros sejam chefiados exclusivamente por mulheres, que são 39% da mão de obra ocupada no mercado, o País está entre os 15 mais desiguais do mundo na relação entre homens e mulheres.

Os números mostram que as mulheres ainda são subrepresentadas na política: elas ocupam 22% das cadeiras na Câmara dos Deputados e 24% no Senado, colocando o Brasil na 154ª posição, entre os 188 pesquisados pelo Fórum Econômico Mundial. Na América Latina, perde para todos os demais países, exceto o Haiti. “O quadro mostra a exclusão injusta das mulheres dos espaços de poder”, analisou a pesquisadora.

De acordo com a coordenadora do Serviço Social do Hospital Risoleta Neves, Vitória Régia Izau, expressões tidas como pejorativas tal como “galinha”, “piranha”, “macaca”, entre outras, têm o objetivo de difamar, injuriar ou caluniar as mulheres, além de reduzir sua importância como ser humano. Ela lamentou que muitas mulheres reproduzem essas terminologias, que acabam se refletindo em comportamentos violentos que se tornam naturais. “Essa linguagem ofende, humilha, massacara, silencia e mata”, disse. Em sua análise, esse tipo de discurso mascara relações de poder. E alertou que o sofrimento que essas humilhações provocam também compromete a saúde da mulher.


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