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Trabalhadores e estudantes se juntam contra PEC da Morte e outras malvadezas


A luta dos trabalhadores e estudantes está centrada contra a PEC da morte e a retirada de outros direitos

Por Ilson Lima

Mais de duas mil pessoas, entre trabalhadores de diversas categorias e estudantes, participaram na sexta-feira (25/11), no Centro de Belo Horizonte, do Dia Nacional de Luta por Direitos. O ato foi organizado pelos sindicatos e centrais sindicais e teve como ponto culminante o protesto realizado durante a tarde na Praça Sete de Setembro, no qual o foco das manifestações se voltou contra a Proposta de Emenda Constitucional (PEC 55) que tramita no Senado Federal, e as reformas trabalhista e previdenciária. A PEC 55 limita os gastos públicos durante os próximos 20 anos e atinge principalmente a educação e a saúde, provocando uma série de cortes nos investimentos sociais. 

Pela manhã, os servidores da saúde e da educação haviam feito uma assembleia na Praça da Estação, e depois se juntaram aos trabalhadores de outras categorias e aos estudantes secundaristas. A presença de parlamentares ajudou a organizar a manifestação na Praça Sete, quando aumentou significativamente o número de pessoas no local. O deputado estadual Rogério Correia (PT) e a deputada federal Jô Moraes (PCdoB) discutiram com os representantes da Polícia Militar e do Batalhão de Trânsito uma forma de a manifestação ocorrer sem haver tumultos. 

Nos discursos de vários representantes das centrais sindicais sobressaiu-se a necessidade de preparar uma greve geral dos trabalhadores para barrar as reformas que visam, segundo eles, retirar uma série de direitos trabalhistas conquistados nas últimas décadas pelo povo brasileiro.

Rogério Correia exaltou o poder da união entre os trabalhadores e os estudantes nesse momento. “Só a união dessas forças, das centrais sindicais e dos estudantes, é capaz de derrotar a PEC 55 e o pacote de maldades que está tramitando no Congresso Nacional”, criticou, fazendo referência, também, às reformas trabalhista e da previdência. 

O parlamentar pediu à população para cobrar dos três senadores que representam Minas no Senado — Aécio Neves (PSDB), Antonio Anastasia (PSDB) e Zezé Perrela PTB) — o voto contra a PEC 55. “Sabemos os interesses que eles representam, que nunca foram os interesses do povo, mas é importante que a população cobre deles uma posição contra essa PEC, que significa mais sofrimento para o povo mineiro”, pontuou.

A deputado federal Jô Moraes afirmou que a reação da juventude brasileira tem sido fundamental para alertar a sociedade sobre a crise que o País está passando. “Os jovens são os donos do futuro e a participação dos estudantes nesse momento mostra o quanto é importante a luta que vocês estão desempenhando contra a PEC 55 e as outras reformas que retiram direitos dos trabalhadores brasileiros, que se encontram ameaçados”, ressaltou.

O secretário-geral da Central ùnica dos Trabalhadores (CUT), Jairo Nogueira, disse que o movimento é importante para barrar todas essas políticas que estão tentando emplacar contra o povo brasileiro. "Eles querem fazer reformas, como a da Previdência, sem discutir com ninguém. Para nós trabalhadores, não há nenhuma vantagem", ressaltou.

A professora da UFMG e coordenadora do Fórum Mineiro de Educação de Jovens e Adultos, Analise de Jesus da Silva, explicou didaticamente para a plateia as consequências e impactos das propostas que estão tramitando no Congresso Nacional para a vida do cidadão. “Vocês que estão participando desse ato e vocês que estão passando nesse momento pela Praça Sete, saibam que a PEC 55, a PEC da morte, e as reformas trabalhistas e da previdência vão atingir nossas vidas em cheio, porque essas mudanças vieram para retirar direitos dos trabalhadores, dos aposentados e do povo brasileiro em geral”, ensinou. Ela conclamou todos para cerrar fileiras contra essas propostas. “Esses projetos do governo federal violam a dignidade de todos nós, por isso, é preciso cutucar os deputados e senadores do Estado, que vão votar essas pautas que estão na agenda de votação do Congresso”, disse.

Presidente do Sindicato Único dos Trabalhadores da Educação de Minas Gerais (Sind-UTE), Beatriz Cerqueira frisou  que o dia 25 de novembro foi uma data construída entre as centrais sindicais como um dia de luta e de protesto contra as medidas ilegítimas anunciadas pelo governo. “O problema do nosso país não é um país que tem direito demais e que tem que diminuí-los com negociatas. O problema do nosso país não é que nós investimos muito na saúde e na educação para agora querer diminuir isso através da PEC 55. Nós temos como força essa organização coletiva: paralisar as atividades e protestar como forma de pressão para que essas medidas não se implementem no país”, frisou.



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