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Opinião

 
 

Sargento ou deputado?

Nem todo militar é truculento. Seria leviano afirmar isso.

Porém, a imagem que o sargento, deputado pelo PDT, passa à sociedade é a de que a corporação da qual é oriundo, em suas divisões (policiamento ostensivo, ambiental, bombeiros, trânsito, rodoviária estadual) é um zoológico de trogloditas.

Nos últimos quinze dias isso se acirrou. Tomado por uma fúria ideológica irracional, o deputado mais aecista do que pedetista tem ultrapassado todos os limites de civilidade.

Associado a grupos fascistas, ele faz provocações políticas no lugar daquilo que deveria ser uma tranquila exposição e debate de ideias divergentes.

Instiga servidores da área de defesa social à agressão de quem dele discordar. O deputado Paulo Guedes (PT) foi vítima de socos e pontapés, desferidos sua “base” sob o olhar cúmplice deputado sargento. Não fosse a pronta intervenção da Polícia Legislativa e de militares fardados, Paulo Guedes teria sua vida posta em perigo. E os agressores dirigiram, especialmente, aos PM's que cumpriam sua missão, ofensas de todas as ordens.

Aliás, ofensas essas que ele pratica pelos microfones da ALMG, contra o alto comando da PMMG, contra oficiais e praças que se recusam a concordar com ele. O seu discurso de ódio político contém algo perigoso: o incentivo à desobediência ao Regulamento Disciplinar da Polícia Militar de Minas Gerais, à politização dos quartéis, à violência como “argumentação” e à desqualificação das instituições democráticas. Já assistimos a esse filme na história do Brasil.

Recentemente, em uma audiência pública, ele levantou suspeição sobre a presença de dois supostos informantes do Alto Comando da corporação. Ora, o próprio nome diz: audiência pública. Ou ele pretende fazer de suas reuniões da comissão que preside, a de segurança pública, algo restrito e de organização de atos de insurgência?

No plenário, além de já ter sido flagrado com arma no tornozelo, fato que ele mesmo reconhece, vive ameaçando deputados de dar-lhes “socos na boca” (PV). Numa das sessões mais tensas, ele quase foi às vias de fato com deputado Agostinho Patrus. Vários servidores da ALMG reclamam de seu tom agressivo e intimidatório. Servidoras reclamam de vários tipos de assédio. O Sindicato do Jornalistas já questionou a Mesa da ALMG, além desautorizá-lo a se apresentar como jornalista, já que sua titulação acadêmica a de “produção editorial”, um curso que nem sequer existe mais.

Enfim, seu descontrole político e emocional se revela como traço de caráter.

É um inimigo da democracia. É um inimigo da diversidade política. E o estranho disso tudo, é que  durante os governos tucanos agia como um cordeiro. Mesmo nas eventuais críticas que fazia à Aécio e Anastasia, ele sempre foi muito cortês. Não por motivos legítimos. Dizem que ele foi regiamente compensado por isso. Ele não defende a corporação de origem. Ele não defende profissionais da defesa social. Ele defende seus interesses e aos de Aécio.


 


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