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Audiência pede agilidade da Justiça para prender mandantes de Chacina de Unaí


Trabalhadores e representantes de entidades que a Justiça não protele ainda mais o processo sobre a Chacina de Unaí

Por Ilson Lima

Agilidade do Supremo Tribunal Federal (STF) e do 1º Tribunal Regional Federal (TRF) no julgamento dos recursos legais que mantêm os quatro mandantes da Chacina de Unaí em liberdade desde novembro do ano passado, quando foram condenados pelas mortes dos trabalhadores do Ministério do Trabalho. É o que quer entidades de trabalhadores e a Comissão de Direitos Humanos em decisão tomada na segunda-feira (21/11), na audiência convocada para debater os desdobramentos do crime ocorrido em 28 de janeiro de 2004, quando foram assassinados os três auditores-fiscais Nélson José da Silva, João Batista Soares Lage e Eratóstenes de Almeida Gonçalves, e o motorista Aílton Pereira de Oliveira, após serem emboscados em uma estrada da zona rural de Unaí, Noroeste de Minas.

Autor do requerimento para a realização da audiência, o deputado Rogério Correia (PT) ressaltou que a Chacina de Unaí não pode ser esquecida pela sociedade brasileira. “É um absurdo que quase 13 anos depois do crime e um ano após o julgamento, os mandantes não estejam cumprindo as penas a que foram condenados”, afirmou. 

Entre 30 de outubro e 11 de novembro do ano passado, os mandantes da Chacina, os irmãos e fazendeiros Antero e Norberto Mânica, e os empresários José Alberto de Castro e Hugo Alves Pimenta foram condenados pela Justiça Federal a, respectivamente, 100 anos, 98 anos, 96 anos, e 47 anos de prisão. Anteriormente, os pistoleiros Erinaldo Vasconcelos, Rogério Allan Rocha Rios e William Gomes de Miranda foram condenados a penas que somam 220 anos de cadeia. 

Além dos requerimentos que serão encaminhados às instâncias da Justiça em Brasília, a Comissão de Direitos Humanos quer agendar uma reunião no 1º TRF na qual as famílias das vítimas vão pedir que os recursos interpostos pelos acusados sejam julgados mais rapidamente. 

O ex-delegado Regional do Trabalho em Minas, Carlos Calazans, que acompanha o caso desde a ocorrência, disse que a Chacina de Unaí se transformou em um crime que não tem fim. “O julgamento desse crime é o retrato da Justiça que temos no País, em que os mandantes continuam soltos, se beneficiando das leis, e as famílias das vítimas continuam sofrendo”, comparou.

Atual assessor de relações sindicais da Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag), Carlos Calazans criticou a lentidão da Justiça no caso. “A Justiça Federal em Minas levou oito meses para enviar os recursos dos réus a Brasília. Um absurdo. É uma situação que não tem fim, mesmo tanto tempo depois. Temos que cobrar agilidade e justiça”, completou. 

Representante do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho em Minas, Athos Vasconcelos disse que o não cumprimento da pena pelos responsáveis pelo crime revela impunidade. “A chacina foi um ataque aos servidores e ao Estado. Estamos às vésperas de se completar 13 anos da chacina, em um tempo em que o governo busca reduzir ou retirar direitos dos trabalhadores. Há um movimento de enfraquecimento da Justiça do Trabalho. Os mandantes do crime foram condenados, mas continuam em liberdade. Queremos que essa condenação se efetive o quanto antes”, pediu. 


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