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Comissão de Direitos Humanos vai acompanhar apuração de morte de torcedor do Cruzeiro no Mineirão


A Comissão vai acompanhar as investigações da Polícia Civil

Por Sarah Santos e Ilson Lima

A Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa vai se juntar aos órgãos do Estado para contribuir na apuração das circunstâncias da morte do torcedor Eros Dátilo Belisário, de 37 anos, ocorrida nas dependências do Mineirão durante a partida de Cruzeiro e Grêmio, em 26 de outubro. A decisão foi tomada na quarta-feira (16/11) em audiência pública da qual participaram familiares do torcedor, testemunhas do caso, representantes da Polícia Civil e das empresas que gerenciam o estádio.

O presidente da Comissão, deputado Cristiano Silveira (PT), afirmou que a morte do rapaz, que fazia parte da torcida organizada Pavilhão Independente, é mais um triste episódio da violência frequente nos estádios de futebol e que precisa ser combatida para que o espaço de convivência seja seguro para o lazer das famílias. “É preciso evitar a banalização desse tipo de violência e deve-se promover uma cultura de paz no futebol”, completou.

Apesar de o caso estar sendo apurado pela Polícia Civil, testemunhas garantem que seguranças do estádio teriam sido os responsáveis pela morte de Eros. Membro da torcida Pavilhão Independente, Vítor Gomes Canto, que foi testemunha do suposto crime, destacou que o rapaz era uma pessoa querida e que sua morte dentro do estádio surpreendeu a todos. “Ele foi assassinado por um segurança e temos testemunhas disso. Ele teve lesões múltiplas, e não parada cardíaca, como se disse na imprensa”, acusou.

De acordo com ele, os torcedores organizados passam a imagem de marginais, mas são trabalhadores. “Viemos buscar uma resposta para o fato de um torcedor morrer no Mineirão”, completou. Vítor criticou o que chamou de elitização do estádio após a Copa do Mundo e garantiu que não foi um caso isolado de violência po parte dos agentes de segurança do Minas Arena.


Outra testemunha, Alexsandra Luciana de Abreu, garantiu que Eros foi agredido por meio de enforcamento e socos na cabeça. Ela credita a eventual parada cardíaca às agressões. “Ele tentou mudar de setor dentro do Mineirão, mas foi impedido pelo segurança. Quando tentou passar sem autorização, foi atacado. Tenho certeza de que ele foi assassinado e pedimos justiça para este caso”, alegou.

A viúva de Eros, Pâmela Gabrielle Lopes, reforçou que, se houve infarto, teria sido causado no momento das agressões. Ela relatou que a vítima era uma pessoa saudável, não usava drogas nem tinha qualquer problema cardíaco.

A chefe do Departamento de Homicídios da Polícia Civil, delegada Cristina Coelli Cicarelli Masson, destacou que, como o laudo da necrópsia do Instituto Médico Legal (IML) apontou lesões insuficientes para justificar a morte, foram solicitados outros exames e lembrou que o segurança envolvido foi entregue ao delegado presente ao estádio. “A voz de prisão não foi ratificada por não haver provas materiais naquele momento. As investigações prosseguem e aguardam exames periciais de áudio, vídeo, biologia e bacteriologia e do local da ocorrência”, explicou.

A Polícia Civil ouviu nove testemunhas, entre seguranças e torcedores. A análise das imagens, segundo a delegada, aponta que Eros tentou mudar para um setor do estádio para o qual não tinha ingresso. O segurança, então, teria negado o acesso e, mesmo assim, o torcedor teria avançado. A partir disso, teria sido contido pelo profissional e ocorrido o conflito entre os dois.

“Depois desse momento, eles entram para uma sala próxima ao local da briga e, logo depois, ele é retirado do local desfalecido. Imediatamente, recebeu os primeiros socorros, teve seis ocorrências de parada cardíaca, foi entubado ainda no estádio e encaminhado para o Hospital Odilon Behrens, onde foi constatado o óbito”, relatou Cristina Coelli.

O delegado Fernando Dias da Silva reforçou que a Polícia Civil está trabalhando em diversas linhas de apuração de responsabilidades e que a investigação está sendo feita respeitando todos os princípios de ordem legal e constitucional.

O gerente de Operações da Minas Arena, coronel PM Sandro Afonso Sales, destacou que existem 11 empresas terceirizadas atuando no Mineirão, com contratos avaliados anualmente. Ele explicou que as estratégias de atuação em cada jogo são feitas após análise dos riscos envolvidos no evento. Já em relação à morte do torcedos, ele garantiu que todos os procedimentos foram feitos e que a empresa teria interesse na elucidação de todos os fatos.

O diretor operacional da Prossegur, que faz a segurança do Mineirão, Manuel Martines, afrmou também que a empresa tem interesse de que o fato seja esclarecido o quanto antes. “Nunca fomos notificados nem temos qualquer reclamação quanto à atuação da empresa. Isso mostra o trabalho feito no Mineirão”, defendeu-se.

O advogado do Cruzeiro, Edson Travassos, defendeu segurança total aos torcedores dentro do estádio, lembrando que não cabe ao clube essa responsabilidade. “Tudo leva a crer que foi uma fatalidade, mas prefiro aguardar as conclusões da investigação das autoridades competentes”, ponderou.



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