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Livro sobre rompimento de barragem é lançado na Comissão de Direitos Humanos


“Em todos os entes envolvidos, desde os agentes reguladores até as comunidades, o que se vê é uma completa falta de enfrentamento com o poder corporativo”, ressalta o escritor

Por Liderança de Governo 

A distância entre a imagem que as corporações constroem para fazer negócios e os compromissos que firmam e efetivamente cumprem com a sociedade é tema do livro A Tragédia de Mariana e o Narcisismo Gerencial na Pós-Modernidade. A obra de Epaminondas Bittencourt, foi lançada nesta segunda-feira (07/11) na Assembleia Legislativa para marcar um ano da tragédia do rompimento de uma barragem de rejeitos da mineradora Samarco em Mariana, na região central do Estado.


O autor refere-se na obra à imagem que a Samarco – controlada pela Vale e pela angloaustraliana BHP Billiton – projeta para a sociedade em relação aos compromissos que cumpre com as comunidades nas quais atua e com a sociedade em geral. “A imagem da corporação é crucial para fazer negócios. (Mas) agora é só lucro. É um valor central, acima de valores éticos”, disparou Bittencourt. “A responsabilidade social passou a significar a justificativa para a ordem discursiva do próprio negócio”, reiterou.


O lançamento foi precedido de uma audiência da Comissão de Direitos Humanos da Casa realizada para discutir os impactos atuais do rompimento a pedido do líder do governo Fernando Pimentel (PT) no Legislativo, deputado Durval Ângelo (PT). O parlamentar também é o responsável pela apresentação do livro.


O rompimento da barragem de Fundão ocorreu em 5 de novembro de 2015. Desde então, Bittencourt dedicou-se a analisar não só os impactos do caso, considerado a maior tragédia ambiental do País, mas principal a história da mineração no Estado, desde o chamado Ciclo do Ouro, ainda durante o império, até a atualidade. “A tragédia (de Mariana) não é um ponto fora da curva. Há um descolamento da cultura corporativa da identidade da empresa”, avalia o autor. O deputado Durval Ângelo ainda destacou a importância das imagens, captadas pelo autor, para o enriquecimento da obra. “As imagens nos fazem compreender a complexidade da tragédia, e é este o grande mérito do autor”, apontou.



Para Durval Ângelo, o título do livro representa bem a “razão cínica” da mineradora, que “só se preocupou com o lucro e sua imagem” em detrimento das questões sociais e ambientais das comunidades no entorno. “É uma falácia os prêmios da Samarco”, afirmou. “Há fotos bem significativas que mostram o crime cometido”, completou, referindo-se às fotografias feitas por Epaminondas Bittencourt e que ilustram o livro.


“Precisamos de um novo marco regulatório da mineiração, que leve em conta gente de alma e corpo”, expôs o Durval Ângelo na leitura do prefácio. O parlamentar também defendeu os projetos de lei 3.676/2016 e 3.677/2016, apresentados pela Comissão Extraordinária das Barragens da Assembleia pois os textos “defendem a sociedade” e “colocam limites para esse processo de risco” que é a deposição de rejeitos em barragens. Mas adiantou que há dificuldade de aprovação das matérias. “A força das mineradoras é grande na Casa”, observou.


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