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Requerimento de Marília Campos resulta em debate sobre a capivara em áreas urbanas de BH


Marília critica ações de extermínio; grupo vai promover estudos para buscar soluções

Núcleo de Comunicação Minas Melhor/ Assessoria ALMG


Respeitar o direito dos animais e dos seres humanos, mas buscar uma medida que possa resolver o problema das capivaras em áreas urbanas de Belo Horizonte. Essa foi a proposta da deputada Marília Campos (PT), uma das autoras do requerimento que resultou em audiência pública realizada na quarta-feira (26/10), pelas comissões Extraordinária de Proteção dos Animais e de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Assembleia Legislativa.

Entre as preocupações apontadas pela deputada está a região da lagoa da Pampulha, bastante frequentada pela população, especialmente o Parque Ecológico omotor Francisco Lins do Rego, no entorno da lagoa. “Não adianta buscar uma solução radical como a matança dos animais. É preciso buscar alternativas”, salientou.

Para especialistas, a situação na Pampulha é de alerta e que casos como o da morte do menino Thales Martins Cruz, vítima da febre maculosa, transmitida por um parasita da capivara, pode ser um alerta para novos casos. O pesquisador da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Romário Cerqueira Leite, defendeu ações contínuas e urgentes para evitar novas vítimas da febre maculosa em ambientes povoados por capivaras.

Viçosa tem experiência de sucesso

O professor de medicina veterinária da Universidade Federeal de Viçosa (UFV), Tarcízio Antônio Rego de Paula, explicou que a capivara é um animal que adota um sistema de creche, em que uma ou duas capivaras mães ou mesmo tias tomam conta de filhotes de outras fêmeas, sendo que poucas delas reproduzem de fato.

Já os machos marcam território e são os "reis" de seu grupo, embora apenas 60% dos filhotes geralmente sejam do "rei". O estudo desse comportamento da espécie norteou o manejo feito em três pequenos lagos do município de Viçosa, por meio da vasectomia em machos e da ligadura em fêmeas.

“Inicialmente houve a perda de 30% da população naturalmente”, disse ele. De três grupos com cerca de 30 capivaras que haviam na região, hoje restam apenas cinco animais, informou o professor da UFV. Além da esterilização, ele acrescentou que foram usados cavalos no meio ambiente das capivaras, servindo de iscas para os carrapatos, que eram retirados ao final de cada dia.

Tarcízio salientou que o manejo adequado ainda pode contribuir para preservar uma barreira sanitária natural à proliferação da febre maculosa. Isto porque o exemplar adulto, uma vez que teve a febre maculosa, se torna imune à doença, deixando de contaminar o carrapato e interrompendo, assim, o ciclo da transmissão ao homem.


Apoiando experiências de manejo, a veterinária e presidente do Instituto Vivendi, Flávia Quadros Campos Ferreira, ainda advertiu que, mesmo que fosse desconsiderada a ética, a matança de capivaras não resolveria o problema da saúde humana, já que o animal se reproduz em escala geométrica e tem curto período de gestação.


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