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Acordo de líderes e relato de comandante da PM põe fim às audiências para esclarecer ocorrência em Ouro Preto


Convidado para participar da audiência na ALMG, o comandante-geral da PM, coronel Marco Antônio Bianchini esclarece as dúvidas sobre a ocorrência em Ouro Preto

Por Ilson Lima

O acordo entre os líderes do governo, deputado Durval Ângelo (PT), e o da Minoria, deputado Gustavo Valadares (PSDB), pôs fim às infindáveis audiências públicas para discutir a atuação da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) durante a cerimônia de entrega da Medalha da Inconfidência em Ouro Preto, região central do Estado, em 21 de abril. A medida possibilitou a participação do comandante-geral da PMMG, coronel Marco Antônio Badaró Bianchini, do Alto Comando da corporação e do secretário de Estado de Governo, Odair Cunha, na reunião da quarta-feira (24/08) da Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa (ALMG)

O comandante-geral afirmou para os deputados e lideranças das entidades dos policiais e bombeiros militares que duas questões devem ser levadas em conta na avaliação do incidente ocorrido em 21 de abril em Ouro Preto, e que vem motivando as várias audiências na ALMG: o fato de que o Ministério Público da Comarca de Ouro Preto está apurando as denúncias feitas pela assessoria jurídica do mandato do deputado Sargento Rodrigues (PDT), um dos envolvidos no incidente. “Além disso, é importante dizer que o evento não foi realizado pela PM, e portanto não fizemos acordo com ninguém, e não tínhamos que autorizar ou desautorizar a entrada de ninguém no local”, respondeu. Ele alegou que o papel dos policiais na cerimônia era o de garantir a segurança, dando suporte na entrada às pessoas previamente credenciadas pela organização do evento. 

“É lógico que na aplicação dos protocolos pode haver excessos, e isso é que está sendo apurado pelo Ministério Público, que apontará as possíveis irregularidades no episódio, se houve algum dos crimes cometidos como abuso de autoridade, violência arbitrária ou lesão corporal, inclusive contra o deputado e presidente da comissão de Segurança Pública, Sargento Rodrigues”, disse. 

Marco Antônio Bianchini alertou os deputados e lideranças dos praças militares sobre o parcelamento do pagamento da corporação. Presidente do Conselho Nacional de Comandantes Gerais das Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares do Brasil (CNCG PM\BM), ele garantiu que a realidade está pior em outros estados. “Não estamos satisfeitos com o parcelamento dos nossos salários, ninguém pode ficar, nenhum governador, em sua sanidade, não quer parcelar salário, mas a crise atingiu a todos os brasileiros”, apontou.

O deputado Paulo Guedes (PT) lembrou que o presidente da Comissão de Segurança Pública deveria ter usado no conflito com seus colegas em Ouro Preto o mesmo comportamento que tem no exercício do mandato na Assembleia. “Vossa Excelência exige que deputados e funcionários cumpra os protocolos no plenário, mas não os cumpriu em Ouro Preto, ao não entrar pelo acesso exclusivo para parlamentar, e utlizar de linguagem chula para criticar as autoridades, entre elas o governador de Estado”, criticou.

Paulo Guedes também observou que o deputado da oposição vem alimentando um debate há quatro meses sobre o mesmo assunto, que já foi explicado em outras audiências, e vem sendo apurado pelo MPMG. “Ora, já pensou se cada deputado petista fosse exigir que o Alto Comando da PM viesse dar explicações sobre as agressões que sofremos durante esses anos todos. Essas audiências se tornaram um ato de remoer a paciência de todos, sem nenhum objetivo”, ressaltou.

Chefe do gabinete militar do governador e coordenador Estadual de Defesa Civil, o coronel Helbert Figueiro de Lourdes disse em audiência anterior que o conflito em Ouro Preto aconteceu quando  o deputado de oposição tentou entrar na área restrita da cerimônia, acompanhado de diversos manifestantes, todos sem o credenciamento préveio exigido para os participantes do evento. Ele explicou que ninguém sem credenciamento pode ter acesso à área restrita. Em relação ao deputado, o coronel reafirmou que, por ser parlamentar, ele tem participação garantida, mas precisava ter entrado no espaço restrito de acesso das autoridades.

As lideranças sindicais também concluíram que era necessário encerrar a discussão desse assunto na ALMG. Ressaltaram, entretanto, que para elas houve abuso de autoridade no comportamento da PM no dia. O presidente da Associação dos Praças Policiais e Bombeiros Militares de Minas Gerais (Aspra/PMBM), Marco Antônio Bahia, afirmou que as entidades queriam fazer um protesto pacífico e ordeiro, pelo fim do parcelamento dos salários do funcionalismo público, mas foram recebidos com histilidade. "Foi a primeira vez que prsenciei, durante mais de 15 anos de militância à frente da Aspra, um desentendimento entre associações de classe e a própria PM. Nós temos uma relação muito boa com o comando da corporação, portanto a reação foi desproporcional, foi um erro por parte do governo e do comanda da PM. Tentar calar as entidades representativas é um retrocesso", apontou.


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