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Trabalhadores dos Correios querem ação do Estado contra terceirização e insegurança na atividade


Os trabalhadores da ECT almejam melhores condições de trabalho para poderem servir à população

Por Ilson Lima

A crescente terceirização dos serviços prestados pela Empresa Brasileira de Correiros e Telégrafos (ECT), acrescida dos assaltos frequentes às suas agências no interior do Estado e do País, foi a tônica da audiência pública da Comissão de Direitos Humanos na segunda-feira (22/08). a reunião foi requerida do deputado Rogério Correia (PT), líder do Bloco Minas Melhor, e conduzida pelo deputado Cristiano Silveira (PT), presidente da Comissão. Nos últimos cinco anos houve uma redução de 8 mil trabalhadores na ECT (1,5 mil deles de 2014 a 2016). Esses fatos, agregados a outros, demonstram a política de desmonte da empresa. 

Para o presidente da Comissão, deputado Cristiano Silveira (PT) a audiência trouxe à tona fatos graves sobre a realidade da ECT. “Eu mesmo, que sou relativamente informado sobre o que ocorre no mundo do trabalho, não tinha a dimensão do que está acontecendo nos Correiros”, afirmou. O deputado se referia ao fato de que os Correios tem hoje 2 mil empresas franquiadas no território nacional, fruto do processo de terceirização iniciado em 1992, que respondem por 42% do faturamento total da empresa. 

Outra informação relevante, segundo os trabalhadores, é que o número de assaltos às agências da ECT em Minas e no País vem crescendo assustadoramente nos últimos anos. “Há um processo de sucateamento, que tem por objetivo a privatização da empresa e precisa ser paralisado, com a intervenção de todas as instituições do Estado e do País. Afinal, se trata de uma das maiores estatais do Brasil”, afirmou Cristiano Silveira.

O deputado Rogério Correia disse aos trabalhadores presentes que é preciso resistir às adversidades colocadas pela conjuntura. “Na década de 80, em plena ditadura, como dirigente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), lutamos pela criação do sindicato da categoria, fui preso com alguns trabalhadores dos Correios, mas resistimos bravamente, e logo depois, na década de 90, é que começou a luta contra a privatização”, relembrou.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Correios, Telégrafos e Similares de Minas Gerais (Sintect-MG), Robson Gomes Silva, disse que a categoria solicitou a audiência à Comissão porque está prevendo que a negociação com a empresa será muito difícil. “Após o dirigente máximo da ECT ter tido em rede nacional que não há de falta de trabalhadores na empresa, que somos todos preguiçosos, achamos que o melhor é nos antecipar e iniciar esse diálogo com a população, a partir das assembleias legislativas nos estados e também com o Congresso Nacional”, frisou.

Ele ainda ressaltou que todas essas questões têm servido para precarizar os serviços da ECT, entre eles o serviço primordial de entrega das cartas às populações. “É o povo mais necessitado que está sofrendo com essa situação que estamos enfrentando nesses últimos anos”, alegou.

O carteiro Gílson Cunha indignou-se contra a postura da empresa, que foi convocada mas não compareceu à audiência e nem apresentou justificativa. Ele também se revoltou e pediu que a fala do dirigente da ECT chamando os trabalhadores da emrpresa de preguiçosos fosse repudiada pela Comissão.

Os encaminhamentos que informam e pedem providências a várias instituições do País para os problemas na ECT, serão aprovados na próxima audiência da Comissão de Direitos Humanos.


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