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Mídia da Zona da Mata mineira agoniza e pede socorro


Para o deputado Isauro Calais (terceiro da esquerda para a direita) e representantes da mídia da Zona Mata o cenário na área é o pior possível, economicamente

Por Ilson Lima

Os meios de comunicação da Zona da Mata mineira enfrentam uma das suas piores crises. A afirmação foi feita na quarta-feira (17/08) na Comissão de Cultura da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) por representantes da mídia local e pelo presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Juiz de Fora, Ricardo Miranda. 

O requerimento para a audiência pública foi apresentado pelo deputado Isauro Calais (PMDB). Uma das alternativas propostas pelo parlamentar, apoiada por todos os convidados, é o incentivo à comunicação pública, por meio das tevês das Câmaras Municipais do interior, e a ampliação das parcerias da TV Assembleia com os legislativos das cidades-polo. A outra proposta é que o Estado reveja a distribuição das verbas de publicidades repassadas à midia, alcançando as regiões do interior. 

Para o parlamentar e os presentes à audiência, as causas do declínio dos veículos de comunicação da região são as mudanças tecnológicas incorporadas pelo jornalismo, que vêm provocando o desemprego e redução de custos operacionais das empresas, e o agravamento dessa situação com a crise econômica por que passa o País.

“Não podemos deixar que veículos importantes, como os que temos em Juiz de Fora, continuem na situação em que estão, alguns quase fechados, por falta de investimento”, lamentou Isauro Calais. Ele afirmou que vai pedir uma reunião com o presidente da ALMG, deputado Adalclever Lopes (PMDB), a quem levará a sua proposta de estender o sinal da TV Assembleia para as cidades da Zona da Mata e para outras regiões do Estado.

Presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Juiz de Fora, Ricardo Miranda garantiu que nos últimos dois anos 30 profissionais da área foram demitidos na cidade. “Esses trabalhadores eram empregados dois principais veículos da cidade, o jornal Tribuna de Minas e a TV Integração, que é afiliada da Rede Globo”, frisou. Também diretor de comunicação da Câmara Municipal, o sindicalista concorda que diante da conjuntura de crise geral no País, a comunicação pública deve ser reforçada com os investimentos necessários para se sustentar. “Acho que a comunicação na nossa região, por exemplo, pode ser alavancada pelas tevês das câmaras municipais de cidades de importância na região, como Muriaé”, propôs.

Diretor do jornal “O Vigilante Online”, Júlio César Martins ressaltou que as empresas jornalísticas da região, pequenas, médias e grandes foram estão abaladas com a crise econômica. “Está difícil sobreviver, e mesmo as empresas maiores estão agonizando”, disse, afirmando que “se não houver iniciativas como essas da Assembleia Legislativa, vai ficar cada vez mais difícil”, completou.

Ricardo Miranda alertou para a necessidade de mudança na relação das prefeituras com o jornalismo local. “Infelizmente, ainda prevalece uma visão coronelista de prefeitos que preferem repassar recursos somente para aqueles que o apoiam, que muitas vezes praticam o falso jornalismo,  divulgando informações para aterrorizar a população”, criticou. Ele se referiu ao acidente ocorrido na terça-feira, perto de Juiz de Fora, quando houve uma explosão no interior de indústria de artefatos bélicos. Não houve feridos, mas alguns sites de clandestinos noticiaram que houve mortes.



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