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Opinião

 
 

De qual impunidade fala Aécio?

Em seu pronunciamento no Senado (09/08), na defesa do relatório que indica a cassação da presidenta Dilma Rousseff (PT) pelas tais “pedaladas”, Aécio Neves (PSDB) afirmou que a impunidade não poderia prevalecer.

Acuado por várias citações no curso da Operação Lava Jato, talvez o senador tucano mineiro tenha tentado melhorar sua imagem com um discurso de quem, aparentemente, nada teme.

Fingiu ele ignorar que Alberto Yousseff abriu a fila dos que citaram seu nome como beneficiário da afamada Lista de Furnas. Outros deram detalhes de como ele trabalhou, junto ao então presidente Lula, para que Dimas Toledo assumisse a presidência de Furnas: um terço São Paulo, um terço o 'nacional', um terço Aécio. Sérgio Machado, ex-senador do PMDB, foi flagrado em gravações nas quais ele dizia que o neto de Tancredo seria “o primeiro a ser comido”.

No meio desse caminho tinham outras pedras. O ex-presidente do PSDB mineiro, Nárcio Rodrigues, foi preso sob a acusação fazer “caixa dois” nas eleições de 2010 e 2014, com obras em sua cidade natal. Nárcio – que teve o apoio, o incentivo e o elogio de Aécio registrado em vídeo de campanha, como um político visionário e empreendedor – manipulou dinheiro depositado em conta secreta no exterior, em favor do tucanato das Alterosas.

Mas, o ir e vir de denúncias – quando se trata de Aécio Neves – parece ser infinito. Rádio Arco-Íris, aeroportos de Cláudio e Montezuma, nepotismo e dezenas de nomeações políticas (sem qualquer critério meritocrático) são algumas situações de impunidade vivenciadas pelo político mineiro. Contando com a parceria de setores do Ministério Público de Minas Gerais, ele gozou dessa situação que todos sabemos ser artificial. Inclusive, com reconhecido controle da imprensa regional e afagos financeiros em veículos de mídia nacionais.

Há poucas semanas, outras notícias devem ter tirado o sono do presidente nacional do PSDB. As informações de que os termos da delação premiada de executivos da empreiteira Norberto Odebrecht envolvem as principais lideranças de seu partido e a ele próprio parecem tê-lo deixado na defensiva. As obras da chamada Cidade Administrativa, sede do governo mineiro, podem ser a ponta de um gigantesco iceberg. Algo que trará à tona o óbvio: a tecnologia de sobrepreço, propina e licitações dirigidas, tudo isso discutido na Lava Jato, é algo que foi incubado nos tempos da privataria tucana.

E na semana em que ele usa a tribuna do Senado para apoiar o relatório do senador Antonio Anastasia pelo impeachment de Dilma, a ministra Maria Thereza de Assis Moura, corregedora do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou uma varredura das contas de sua campanha de 2014.

Das Minas Gerais, outros malfeitos dele passam a ter investigação séria, sem espetacularizações e com produção de provas, respeitados os ritos judiciais. Ainda que representem quantias menores das amealhadas por propinas advindas das obras da Cidade Administrativa, o escândalo das obras da Cemig na fazenda da família do tucano na cidade de Cláudio (MG) e da assinatura de contrato entre empresa do governo mineiro e a Perfil Agropecuária (empresa do pai de Aécio, do qual é herdeiro) mostram que o nada ilustre senador trata a coisa pública como extensão de sua vida privada. Ele agiu em Minas Gerais como um donatário de capitania hereditária. E ainda tem a desfaçatez de falar que a impunidade não pode prevalecer. Exclusive a dele.













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