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Trabalhadores da Urbel colocam em xeque política habitacional de Marcio Lacerda


Além de lutarem contra o sucateamento da Urbel, trabalhadores reivindicam reajuste salarial

Por Ilson Lima

A pedido dos trabalhadores da Companhia Urbanizadora de Belo Horizonte (Urbel), que estão em greve desde terça-feira (02/08), o líder do Bloco Minas Melhor, deputado Rogério Correia (PT), apresentou requerimento à Comissão de Assuntos Municipais para que seja discutida em audiência pública a precarização dos salários e o sucateamento da empresa. Os grevistas estiveram na Assembleia Legislativa pedindo apoio dos deputados ao movimento.   

O diretor do Sindicato de Assessoramento, Pesquisas, Perícias e Informações e Côngeneres (Sintappi), Giovanni Braz Henriques, denunciou que a Urbel está vivendo um dos piores momentos desde que foi criada, em 1993. Segundo ele, o prefeito Marcio Lacerda (PSB) impôs mudanças que prejudicam a atuação das empresas junto às famílias de sem-teto e trabalhadores que dependem da moradia popular financiada com dinheiro público. Outra acusação do sindicalista é que os servidores estão sem reajuste nos salários há dois anos, acumulando perda de 20% nesse período.

“A nossa greve é por tempo indeterminado e atinge todos os trabalhadores da empresa, entre eles, 200 concursados”, disse Giovanni Braz. Ele afirmou que outro importante ponto de pauta é a rejeição da categoria à transferência da sede da Urbel do prédio próprio onde está instalada há mais de 20 anos, na Avenida do Contorno, 6.664, no bairro Santo Antônio, região Centro-Sul da capital para mesmo prédio da Secretaria Municipal de Regulação Urban, na Avenida Afonso Pena, 4.000.

“A Urbel tem grandes serviços prestados aos moradores de vilas e favelas de Belo Horizonte, o que se deve aos seus trabalhadores. Por isso, a Assembleia de Minas tem que contribuir na busca de uma saída para esse impasse”, defendeu Rogério Correia.

Na quinta-feira (04/08), a Comissão de Direitos Humanos da ALMG aprovou requerimento colocando em pauta o debate sobre a omissão da administração de Lacerda nas ocupações de terras em Belo Horizonte. O presidente da comissão, deputado Cristiano Silveira (PT), e o deputado Rogério Correia (PT), afirmaram que a postura de Lacerda em se ausentar dos espaços de negociação entre as famílias que ocupam terras e a PBH, tem contribuído para ampliar ainda mais os conflitos nessa área na Capital. 

Eles lembraram que têm sido cada vez mais comuns casos como o despejo de 330 famílias das ocupações Maria Vitória e Maria Guerreira, no Bairro Copacabana, na região de Venda Nova, e do Bairro Filadélfia, na região Noroeste, discutidos pela comissão antes do recesso, em 22 de junho. E a PBH se nega até a discutir os conflitos.

“A falta de uma política habitacional, agregada ao crescente déficit de moradias, o aumento das ocupações de terras, mais a ausência da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) nas instâncias de discussão desses problemas, fazem com que a ALMG tome posição sobre o assunto”, disse Cristiano Silveira.



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