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Lagoa da Pampulha atingirá 95% de coleta de esgoto em um ano


Marília Campos afirmou que a despoluição da lagoa é um projeto bem-sucedido

Assessoria de Comunicação da ALMG

A bacia hidrográfica da Pampulha já está livre de 90% do esgoto que chega à lagoa, em Belo Horizonte. Até julho do próximo ano, estima-se que o índice esteja em 95%. O processo de limpeza da água da lagoa, por meio da aplicação de produtos, resultou na redução drástica de matéria orgânica e de fósforo. Em 15 de julho, o conjunto moderno da Pampulha pode se tornar patrimônio mundial. Esse panorama atual do principal cartão postal da Capital mineira foi tema de reunião na quinta-feira (23/06) e acompanhada pela Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

O encontro ocorreu na sede do Consórcio de Recuperação da Bacia da Pampulha, que reúne os municípios de Belo Horizonte e Contagem, na Região Metropolitana, além de associações civis e empresas públicas e privadas, entre outros. O consórcio atua em toda a bacia, em atividades contínuas, dentre as quais controle de erosões e de bota-fora clandestinos, monitoramento de nascentes e educação ambiental. A visita ao local foi solicitada pela deputada Marília Campos (PT), que foi prefeita de Contagem por dois mandatos e participou das atividades iniciais do consórcio, criado em 2000. 

O presidente do consórcio, Carlos Augusto Moreira, salientou que a bacia tem 10 mil hectares e que tudo de bom e de ruim dessa área deságua na Lagoa da Pampulha, como milhares de metros cúbicos de sedimentos. “Um lago urbano é uma responsabilidade e um problema eterno”, afirmou. De acordo com a Copasa, duas licitações homologadas nessa semana vão garantir, no prazo de um ano, a interceptação de 2.300 ligações de esgoto que chegam à lagoa. “Com isso, vamos atingir o percentual de 95% de coleta”, detalhou o diretor de Operação Metropolitana da companhia, Rômulo Perilli.


As ações de revitalização em andamento na lagoa foram apresentadas pelo gerente de Planejamento e Monitoramento Ambiental da Secretaria de Meio Ambiente da PBH, Weber Coutinho. Em destaque, está o tratamento com bactérias que decompõem matéria orgânica do esgoto e com uma argila que absorve o fósforo. A primeira aplicação dos produtos, segundo Weber, resultou em quedas de 91,3% do fósforo, que deixa a água verde e com mau cheiro, 75% da clorofila e 49% do esgoto. Esse tratamento, segundo ele, terá que ser mantido, em função da poluição difusa da lagoa.

Há, ainda, segundo Weber Coutinho, um edital em elaboração para desassoreamento de manutenção, com meta de retirar 115 mil metros cúbicos de sedimentos/ano da lagoa até 2020. O secretário-executivo do consórcio, Paulo Maciel, salientou ser necessário também alterar as legislações, inclusive de incentivos fiscais, para reduzir a área de impermeabilização da bacia, garantindo a recarga hídrica. Já José Geraldo de Oliveira Prado, da Administração Regional Pampulha, lembrou que uma provável inclusão do conjunto moderno da orla da lagoa na lista de Patrimônio Cultural da Humanidade da Unesco aumentará a visibilidade do local, mas também a pressão por sua conservação.

A deputada Marília Campos comemorou o resultado do trabalho conjunto entre os municípios de Contagem e de Belo Horizonte, envolvendo os poderes públicos e a sociedade civil. “Sempre ouvi que Contagem era a responsável pela poluição da Pampulha, mas é também pela sua despoluição. Os córregos Sarandi e Bom Jesus agora levam água para a lagoa”, frisou. Para a parlamentar, está sendo concluída a primeira etapa do trabalho, que é a retirada do esgoto. Mas ainda há pontos de preocupação, como a preservação das nascentes e o adensamento populacional na bacia.




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