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Frente mineira vai combater mudanças na Previdência que retiram conquistas dos trabalhadores


Trabalhadores de vários segmentos sociais, representados por 49 entidades sindicais participaram da audiência pública em defesa da previdência

Por Ilson Lima

A Frente Parlamentar e Popular Mineira em Defesa da Previdência Social foi lançada na quinta-feira (23/06) na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), em audiência pública da Comissão de Trabalho, Previdência e Assistência Social. O objetivo é combater as alterações que vêm sendo propostas nos direitos sociais dos trabalhadores brasileiros. A Frente de Minas se aliará à Frente Parlamentar Mista em Defesa da Previdência Social criada no Congresso Nacional no final de maio.

Para o presidente da Comissão, deputado Celinho do Sinttrocel (PCdoB), as mudanças sugeridas até o momento são negativas para o trabalhador. “Queremos convergir todas as forças sociais e impedir qualquer retrocesso no direito previdenciário brasileiro. É simplesmente absurdo querer limitar a idade mínima para aposentadoria do cidadão em 65 anos e reduzir ainda mais outros benefícios”, criticou. 

Além de ser contra o limite de idade mínima para o trabalhador, a Frente se opõe a outros quatro pontos propostos: a ampliação do tempo de contribuição e da idade mínima para mulheres; igualar regras da aposentadoria rural e urbana; reduzir o piso do INSS abaixo ao do salário-mínimo (impactando as aposentadorias e pensões), e aumentar a contribuição previdenciária do trabalhador.

“Trarão consequências negativas e prejuízos aos trabalhadores brasileiros e à economia do País, já que a crise vem sendo jogada sobre as nossas costas”, argumentou. 

Na audiência rebateu-se um dos principais argumentos para as mudanças nas regras atuais: o chamado déficit da previdência. Para o auditor fiscal Vanderlei José Maçaneiro o que existe é  superávit. “Isso pode ser comprovado na comparação de receitas e despesas. O que temos é redução de impostos e outras taxas para empresas e entidades de todas as ordens, o que acaba não fechando a conta”, explicou.

Segundo ele, no Brasil há uma ampla cesta de financiamento, com recursos suficientes para cumprir as necessidades atuais. “Isso não quer dizer que amanhã não precisemos fazer reformas, buscando mais recursos para a previdência”, ponderou.

A deputada Geisa Teixeira (PT) defendeu o lançamento da Frente para a luta dos trabalhadores contra os retrocessos gerados no Congresso Nacional. “Tenho certeza que conseguiremos impedir que os trabalhadores sejam mais sacrificados ainda com a crise que estamos enfrentando”, frisou.

Para o líder do Bloco Minas Melhor, deputado Rogério Correia (PT), a Frente será um impulsionador de outras frentes que serão criadas nas diversas áreas sacrificadas pela crise e que vêm sofrendo cortes, como Educação e Saúde. “O que querem com essas reformas é transformar o Brasil em um estado mínimo. É o golpe social”, arrematou.




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