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Ministério Público considera frágeis medidas de contenção feitas pela Samarco


O dique Nº 3 consegue filtrar a água, mas rio abaixo ela volta a receber rejeitos

Núcleo de Comunicação Minas Melhor


Em reunião da Comissão Extraordinária de Barragens realizada na quinta-feira (23/06), o Ministério Público (MP) questionou as medidas de contenção dos resíduos de minério que ainda restam na barragem de Fundão, em Mariana (MG), que estão sendo feitas pela mineradora Samarco. Para o MP, os três diques que foram montados desde a barragem de Germano até as proximidades do distrito de Bento Rodrigues são obras paliativas.

Segundo o promotor Felipe Ferreira de Oliveira, o Ministério Público tem recebido informações de uma auditoria externa realizada por uma empresa internacional que mostram existir ainda uma instabilidade nas estruturas. “Não temos a garantia da que a massa de retenção de minério que sobrou no Fundão sejam contidas com as construções dos diques, por isso temos uma preocupação com a estabilidade e a geração de novos danos ambientais”, salientou.

O MP relatou que cerca de 18 milhões de metros cúbicos de resíduos ainda estão concentrados na barragem do Fundão e que parte deste material é carregado por um córrego que deságua no Rio Gualaxo, um dos afluentes indiretos do Rio Doce. “Nós temos uma grande preocupação com a ocorrência de novos danos sociais e ambientais em razão desses rejeitos que ainda permanecem no local”, disse.

Outra preocupação do Ministério Público é quanto aos rejeitos que se acumulam ao longo das margens dos rios Gualaxo e do Carmo, que são carregados em maior volume quando há incidência de chuvas.

O promotor Felipe Ferreira disse ainda que existe um alerta em relação à barragem de Candongas, que serviu de retenção dos rejeitos no momento do rompimento da barragem do Fundão, em novembro do ano passado, e que hoje se encontra sobrecarregada. “Ela foi projetada para suportar água, mas suporta também uma série de rejeitos da mineração. O próprio consócio responsável fez um laudo técnico detalhado que demonstra esse risco”, alertou.

Um Termo de Ajustamento de Conduta entre o consórcio e o MPMG foi assinado determinando que parte deses rejeitos seja retirada de maneira emergencial. No entanto, segundo o promotor, se não houver a retirada da lama das margens e da massa de rejeitos que ainda existe no Fundão, a estrutura de Candongas pode ficar comprometida.

Os deputados Rogério Correia (PT) e Thiago Cota (PMDB), que na segunda-feira (21/06) visitaram a região e seguiram pelo leito do rio até a cidade de Barra Longa, confirmaram as colocações feitas pelo MPMG. “A água que retiramos na saída do dique 3, próximo a Bento Rodrigues, mostra que há uma eficiência, já que é uma água limpa. No entanto, rio abaixo, temos uma água mais turva pois ainda há uma concentração muito grande de minério nas margens dos rios”, disse o relator, Rogério Correia. Segundo ele, as informações apresentadas pelo Ministério Público serão incluídas no relatório final da Comissão, que deverá ser lido em 30 de junho.

Além das investigações já realizadas, o Ministério Público busca uma solução consensual com as empresas Samarco, Vale e BHP, para que tomem medidas concretas de recuperação e compensação, que garantam a segurança do meio ambiente e das pessoas.  


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