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Mutirão para enfrentar violência em Betim


Município com a segunda maior arrecadação de Minas, Betim sofre com a violência desenfreada

Por Ilson Lima

Acelerar a construção do centro de internação infanto juvenil, reduzir o número de processos no Poder Judiciário e de inquéritos na Polícia Civil, além de reforçar as operações policiais específicas de combate aos crimes de homicídios e roubos em Betim são os principais encaminhamentos da audiência de terça-feira (24/05) na Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa.

Administrado pelo prefeito Carlaile Pedrosa (PSDB) desde 2013, Betim é um dos municípios mais violentos do Estado e do País, com índices de 50 homicídios por 100 mil habitantes, acima da média nacional, tendo ainda a ocorrência de seis mil roubos por ano, reconhecida pelas polícias como extremamente alta. A maioria dos homicídios e roubos está direta ou indiretamente relacionada ao tráfico de drogas, que tem quadrilhas espalhadas por toda a periferia do extenso município, envolvendo crianças e adolescentes.

Os deputados Ivair Nogueira e Cabo Júlio, ambos do PMDB, se comprometeram a intermediar a construção do centro de internação infanto juvenil com o governo do Estado, já que faltam apenas os recursos para o início das obras. Projeto que prevê a doação de um terreno cedido pela prefeitura para a construção do centro já está em tramitação final na Câmara Municipal de Betim.

Um dos requerentes da audiência, o deputado Ivair Nogueira disse que é preciso dar atenção especial ao município já que a criminalidade vem aumentando exponencialmente em Betim. “O município precisa ampliar o contingente de policiais militares e civis, que hoje tem uma média de um PM para 900 habitantes, quando a média nacional é de um para 350, e conta apenas com um delegado para cuidar de mais de 200 inquéritos”, lamentou.

Para o deputado Cabo Júlio, não adianta realizar audiência sem tomar decisões viáveis e que efetivamente respondam às necessidades da população. “Acho que como essas medidas que foram mencionadas aqui são as mais urgentes, devemos encaminhá-las, indo ao governador para solicitar apoio à construção do centro, ao Tribunal de Justiça para viabilizar a redução dos processos e ao chefe da Polícia Civil pedir que se faça um mutirão com o objetivo de diminuir os inquéritos que estão parados na Delegacia Regional”, resumiu.

O secretário Municipal de Segurança Pública de Betim, professor Luis Flávio Sapori, afirmou que a cidade está vivendo um problema histórico e que vem se ampliando nos últimos anos. “Por ser considerado um município autossuficiente, rico, capaz de resolver seus problemas por si só, Betim paga o preço há décadas por não dar conta de enfrentar uma questão como a da segurança sozinho, e não tem como dar, está provado que não dá”, justificou.

Para ele, se não houver a intervenção dos poderes públicos — Governo do Estado, Assembleia Legislativa e Judiciário — no enfrentamento da violência na cidade, dificilmente os altos índices serão revertidos nos próximos anos. “Sinto-me absolutamente frustrado por não ter conseguido fazer o que foi planejado para 2015, mas espero que os próximos gestores consigam fazer o que não foi feito na área”, lamentou.

Presentes à audiência, o juiz da Infância e da Juventude, Leonardo Antônio Bolina Filqueiras, a defensora pública Andrea Abrita Garzon e o comandante da PM local, tenente-coronel Luciano Washington Vivas, concordaram com as medidas apresentadas pela Comissão de Segurança Pública.


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