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Diretores de presídio são afastados após denúncias de irregularidades


Comissão de Segurança Pública apura denúncias de irregularidades na administração prisional


Após gestões do deputado estadual Cabo Júlio (PMDB), vice-líder do governo, o subsecretário de Administração Prisional de Minas Gerais, Rodrigo de Melo Teixeira, determinou o afastamento por 90 dias dos diretores do Presídio de Nova Serrana, Gilmar Oliveira da Silva e Wellington Marques da Costa, respectivamente diretor-geral e diretor de segurança do estabelecimento. Os dois são acusados de cometerem uma série de irregularidades e ilegalidades na administração do presídio, conforme as denúncias que vêm sendo apuradas pela Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa há mais de um mês, ratificadas e ampliadas na audiência de quarta-feira (18/05).

Após ouvir o relato feito pelo delegado regional de Polícia Civil de Nova Serrana, Felipe Costa Marques de Freitas, o deputado entrou em contato com o subsecretário, para dizer que a permanência dos dois nos cargos ficara insustentável. O delegado expôs aos integrantes da Comissão que tomou conhecimento das irregularidades cometidas pelos diretores a partir de dezembro do ano passado, após instaurar inquérito para apurar um tumulto ocorrido no presídio, envolvendo agentes penitenciários, presos e a direção do estabelecimento.

“Durante os depoimentos e pelas conversas posteriores que tive com os presos, percebi que estes eram manipulados pelos diretores. Pude saber, assim, de atos criminosos praticados no presídio, que agora estão sendo confirmados pelos agentes”, relatou. Felipe Costa afirmou que vai instaurar outro inquérito contra os diretores Gilmar Oliveira e Wellington Marques. Além de crime de falso testemunho, eles responderão por peculato (desvio de dinheiro público), assédio moral, e improbidade administrativa.

Cabo Júlio explicou que na audiência de 19 de abril as denúncias e provas apresentadas pelos agentes penitenciários apontavam para outros crimes praticados pelos diretores do presídio. “Com a ratificação das irregularidades e pelo depoimento do delegado, pedi o afastamento dos diretores em nome da comissão, o que foi acatado pelo subsecretário. As acusações são muito graves”, frisou.

Corregedoria

Convocada para prestar esclarecimentos, a corregedora da Polícia Civil, Katiúscia Fagundes Fernandes, afirmou que, em 17 meses à frente da instância responsável por apurar as denúncias contra integrantes da corporação, já se fez mais do que nos quatro anos anteriores, todos de administração tucana. “Apuramos 1.816 procedimentos em um ano e cinco meses, enquanto na administração anterior apurou-se 1.706 procedimentos para os anos de 2011, 2012, 2013 e 2014”, garantiu a corregedora.

Katiúscia Fagundes ressaltou que a Corregedoria não acoberta atos e irregularidades cometidos, como afirma ter ocorrido no passado. “Posso garantir-lhes que isso não existe mais na Corregedoria. Estou lá para receber qualquer um e dou atenção a todos do mesmo jeito, seja um delegado, um diretor, um agente penitenciário ou um dos nossos investigadores”, salientou.

Todas as denúncias apresentadas na audiência pública sobre o presídio de Nova Serrana serão apuradas também pela Corregedoria de Polícia Civil.


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