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Assembleia e Câmara vão se reunir para debater ações ilegais de flanelinhas em BH


Deputado Cabo Júlio (e) defende uma mudança estrutural para enfrentar problema

Por Ilson Lima*


A ação clandestina dos flanelinhas, que inclui cobrança abusiva por vagas de estacionamento pelas ruas de Belo Horizonte, deverá ser discutida em reunião conjunta entre deputados estaduais e vereadores da capital. Agressões como a que sofreu a fisioterapeuta Janine Damasceno Lima, de 33 anos, que teve um corte no braço depois de se recusar a pagar R$ 5,00 a um deles, na Savassi no fim de abril, motivaram a proposta feita pelo deputado Cabo Julio (PMDB), durante audiência pública da comissão de Segurança Pública realizada terça-feira (03/05), na Assembleia Legislativa. “A mudança tem que ser estrutural, uma vez que o sistema de defesa social não suporta mais a quantidade de demandas dessa natureza”, ponderou ele.

O delegado que responde pela Região Central da Capital, Rogério Cedrola, afirmou que as polícias vêm desempenhando, no que é possível, seu papel. Ele acredita que os entraves sejam a legislação e o Poder Judiciário. “Muitas vezes o entendimento é que não há crime. É preciso o desenvolvimento de um tipo penal federal específico, para que as forças de segurança consigam ter mais efetividade no seu trabalho”, salientou.

Já a delegada de Polícia Civil Adriana de Barros Monteiro fez um apelo para que as vítimas acionem a Polícia Militar para que seja feito um mapeamento mais adequado que torne efetivas as investigações. “Estamos preparando uma campanha educativa para que os cidadãos saibam como agir nestes casos”, disse Adriana Monteiro.

Da mesma forma, a delegada responsável pela região centro-sul de Belo Horizonte, Cláudia Proença, pediu que os cidadãos denunciem a atuação dos flanelinhas pelo “Disque 181”, mesmo que anonimamente.

O major PM, Eduardo Felisberto Alves, do 1º Batalhão de Polícia Militar, relatou que foram feitas 68 operações, com a condução de 197 guardadores. O major questionou falhas na legislação, já que depois da condução, eles são liberados após assinarem um Termo Circunstancial de Ocorrência. Ele acrescentou que há problemas de segurança em todos os locais da cidade, o que sobrecarrega os policiais. “Espero que o Ministério Público ofereça denúncias e que o Judiciário aplique multas. Todas as ocorrências têm sido bem recebidas pela Polícia Civil, o que mostra a integração que existe entre as forças de segurança”, concluiu.


A reunião conjunta já está sendo tratada entre deputados e vereadores, mas a data ainda não está confirmada.


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