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Direitos Humanos quer apuração de crimes contra ambientalista


O deputado Cristiano Silveira avalia que a Polícia Civil tem que apurar os crimes contra o ambientalista

Por Ilson Lima

O deputado estadual Cristiano Silveira (PT) afirmou na quarta-feira (27/04) em audiência pública que a Comissão de Direitos Humanos (CDH) vai acompanhar a apuração dos crimes contra o patrimônio e a vida do ambientalista e jornalista Jurandir Persichini Cunha. Nos últimos meses, o sítio dele, localizado em Rio Acima, foi arrombado e incendiado por criminosos. A reunião foi realizada a pedido do deputado Iran Barbosa (PMDB).

Segundo as denúncias apresentadas à Comissão, há suspeita de crime comum e de retaliações pela defesa do jornalista ao meio ambiente. Jurandir Persichini é integrante de entidades ambientalistas, defensor do projeto da Estrada Real e membro da Comissão da Verdade em Minas (Covemg). Sua propriedade, de 26 hectares, há muitos anos está na mira de especuladores imobiliários e empresas mineradoras.

Cristiano Silveira salientou que além de acompanhar os desdobramentos das investigações da Polícia Civil, a comissão vai enviar o resultado da audiência à Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), ao Conselho de Política Ambiental (Copam), à Delegacia Regional de Nova Lima, à chefia de Polícia Civil, ao Ministério Público e ao Comando-Geral da Polícia Militar. “Vamos fazer tudo que compete à Assembleia para buscar a verdade dos fatos”, frisou o parlamentar. 

Em seu depoimento, o ambientalista disse que há cerca de um ano e meio vem encaminhando ao Ministério Público, à Ouvidoria da Polícia Militar, à Secretaria de Estado de Defesa Social e às delegacias de polícia locais pedidos de investigação sobre as invasões, registradas em mais de 20 boletins de ocorrências pela PM.

“Tenho sido vítima de delitos praticados por marginais e grileiros. Possuo uma pequena propriedade que foi arrombada, com o furto de todos os móveis e utensílios, e depois incendiada”, relatou. Mesmo com a quadrilha presa, e depois solta, ele só conseguiu recuperar parte dos produtos. O ambientalista acusa o poder público de inércia e abandono. “Temo que tenha que dispor do meu sonho e sair dali em busca de Justiça porque estou sendo ameaçado de morte”, lamentou.

A representante do Movimento de Preservação da Serra do Gandarela, Maria Tereza Viana, prestou solidariedade a Jurandir Persichinni e avaliou que a violência cometida contra ele vai além de uma ocorrência policial. Para ela, trata-se da perseguição de empresas mineradoras. Ela relatou que vem acompanhando o caso desde o início e que as ações criminosas soam como tentativas de ameaça e intimidação, ligadas diretamente à luta pela preservação da Estrada Real.

“O local sofre com a especulação imobiliária e a exploração minerária. Há ambientalistas que já foram assaltados mais de sete vezes. O setor minerário quer legalizar como locais de lavra todo o território de Rio Acima”, denunciou. De acordo com a ambientalista, a empresa Vale quer fazer uma barragem de rejeitos muito maior, por exemplo, que a de Fundão, que rompeu em Mariana, em novembro do ano passado. “Há um esquema que envolve órgãos do poder público e as grandes mineradoras”, acusou.

O delegado de Polícia Civil de Nova Lima, Fernando Pinheiro, que responde por Rio Acima, reconheceu  que as denúncias são graves e devem ser apuradas com rigor porque apontam para crimes contra a vida, a propriedade e o meio ambiente. Ele ressaltou que várias quadrilhas  vem invadindo propriedades na região e ameaçando as pessoas, mas garantiu que o caso é prioridade e vem sendo combatido, com prisões já efetuadas em locais como o bairro Jardim Canadá, por exemplo.

“Há uma linha de investigação em curso. A violência é um problema estrutural de todo país, e o Estado precisa dar uma atenção especial ao problema, incrementar os investimentos e promover mais segurança”, analisou. O delegado comprometeu-se a intensificar os esforços para que a investigação avance, assim como a de outras ocorrências semelhantes na região.

Por sugestão dos convidados e a concordância do deputado Cristiano Silveira, uma nova audiência será realizada pára avaliar o trabalho feito pela Polícia Civil.



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