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Comissão defende mapeamento e políticas públicas para mulheres do campo


Reprodução internet

Núcleo de Comunicação do Bloco Minas Melhor

A falta de um diagnóstico que detalhe de forma quantitativa a participação feminina no campo é um dos desafios a serem enfrentados pelo Estado na elaboração de políticas públicas para o setor.

A demanda foi apresentada na terça-feira (19/04) na Comissão Extraordinária das Mulheres, em audiência pública que discutiu a autonomia econômica para a mulher no meio rural. A audiência foi requerida pela deputada Rosângela Reis (PROS) e contou com a participação de mais duas parlamentares da bancada feminina, Celise Laviola (PMDB) e Marília Campos (PT).

Segundo Andreia Roseno, articuladora política da Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar de Minas Gerais (Fetraf), 70% dos alimentos consumidos no Brasil provém da agricultura familiar (dados do IBGE). Apesar disso, segundo ela, faltam recursos e políticas públicas para que essas famílias se mantenham no campo. " Políticas públicas que contribuam inclusive com a autonomia econômica das mulheres rurais, que são muitas" alertou.

Dados da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agrário (SEDA) mostram que 47% das pessoas que vivem no campo são mulheres. Elas contabilizam ainda 30% das trabalhadoras da agricultura familiar. "É preciso promover o acesso à terra com a titulação no nome da mulher, como já acontece em outras políticas públicas como o Bolsa Família e o Minha Casa, Minha Vida, do governo federal", defendeu Flávia Guimarães representante da SEDA.

A deputada Rosângela Reis (PROS) defendeu uma ampliação no orçamento para que a mulher no campo seja instruída, receba capacitação técnica e que tenha subsídio para desenvolver seu trabalho. "Discutimos as dificuldades e esse também é um grande desafio. Temos que incentivar a produção de qualidade e oferecer condições para que essas mulheres possam vender seus produtos", disse. Para Marília Campos (PT), o desafio é integrar o trabalho das secretarias. Além das políticas de Estado, temos que debater sobre como as questões de gênero no campo são pensadas em áreas importantes como a saúde e a educação."

Para Andreia Rosendo, uma das principais pautas é o reconhecimento do trabalho da mulher do campo, que colabora para a economia do País, já que, segundo elas, esses números não aparecem nas estatísticas.


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