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Debate sobre golpe militar aponta semelhanças com crise atual

O deputado Cristiano Silveira (PT) afirmou que a crise vivida pelo País no momento tem vários elementos que podem ser relacionados ao período pré-64, e que por isso devem ser debatidos pela sociedade. “Se temos a diferença de que há 52 anos tivemos um golpe militar, hoje temos a tentativa de um golpe civil, mas os ingredientes e vários atores estão presentes nos dois momentos históricos”, salientou.

Com essas palavras o parlamentar abriu o debate sobre a Ditadura Militar no Brasil e seus efeitos para a sociedade na Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), na quinta-feira (31/03). O evento foi requerido pelos deputados Rogério Correia, Cristiano Silveira e Professor Neivaldo, os três do PT.

O parlamentar apontou como semelhanças entre os fatos, o apoio dos grandes grupos de comunicação, o discurso de combate à corrupção e alianças de setores empresariais, que se juntaram no passado, e se unem no presente com o mesmo propósito. “Ao contrário do que pensam esses golpistas, o prejuízo será para a democracia do País, que depois de tanto esforço, está diante de um retrocesso político e social”, frisou.

Já o líder do Bloco Minas Melhor, Rogério Correia (PT), enfatizou que em 1964 a mídia também patrocinou o golpe, com o argumento de que esta va mantendo a ordem.

O cientista político, Juarez Guimarães, disse que essa data, 31 de março, é um dia importante para o País, pois significa a luta pela liberdade “e liberdade é um valor fundamental para os povos, e acredito que o povo brasileiro não vai deixar que aconteça um novo golpe em nossa sociedade”, ponderou. Segundo ele, ao “discurso de ódio” utilizado pela direita brasileira para desqualificar os adversários e evitar a discussão, está se contrapondo forças populares, que retomam as ruas e não vão deixar que retornemos ao cenário de 52 anos atrás.


Preso no local de trabalho e torturado em 1972, o ex-metalúrgico Sálvio Humberto Penna contou que fica triste ao assistir jovens defendendo o retorno do regime militar. “Quem quer isso, não sabe o atraso social, econômico e político para a sociedade”, lembrou.



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