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Movimentos culturais criticam violência da PM e prefeito Marcio Lacerda


Integrantes do Bloco das Bicicletinhas gravaram o momento em que foram abordados pela PM

Por Ilson Lima

Embora possua hoje um Carnaval massivo, Belo Horizonte tem uma Polícia Militar (PM) violenta e que está despreparada para lidar com eventos populares, além de ter um prefeito que quer privatizar o espaço público. Essas foram as críticas feitas por representantes dos movimentos sociais na audiência conjunta realizada pelas Comissões de Participação Popular (CPP) e de Direitos Humanos (CDH) da Assembleia Legislativa na quarta-feira (30/03).

A audiência foi requerida pelos deputados Marília Campos e Cristiano Silveira, amobs do PT e respectivamente presidentes das Comissões, a pedido do vereador da Capital Pedro Patrus, também do PT. As denúncias partiram dos blocos “da Bicicletinha”, “Tchanzinho da Zona Norte” e do grupo “Muitas Pela Cidade Que Queremos”, que acusaram a PM de agressões físicas, prisão ilegal e atos truculentos contra os foliões às vésperas do Carnaval. 

Por conta das acusações, Marília Campos, Cristiano Silveira e o deputado Professor Neivaldo, todos do PT, encaminharam requerimentos que solicitam explicações à corporação militar sobre os fatos ocorridos em 4 e 5 de fevereiro.  

No primeiro dia, cerca de 500 integrantes do bloco da Bicicletinha foram abordados por policiais da Rotam nas imediações da Praça Raul Soares, quando um dos ciclistas foi atropelado por uma das viaturas. Conforme a denúncia, a polícia prendeu um folião e o levou para o 1º Batalhão da PM, em vez de encaminhá-lo para uma delegacia, como diz a lei. No dia 5 de fevereiro, a truculência da Polícia Militar atingiu os integrantes do Bloco “Tchanzinho da Zona Norte”, na Estação 1º de Maio do Metrô. 

A representante do grupo “Muitas Pela Cidade Que Queremos”, Morgana Rissinger, não só criticou a polícia pela violência utilizada contra os blocos como também o prefeito Marcio Lacerda (PSB). “Ele está privatizando os espaços públicos da Capital, tornando BH uma cidade bizarra, na qual o cidadão não pode se manifestar livremente”, acusou.

A deputada Marília Campos ressaltou a importância de os segmentos sociais se apropriarem dos espaços públicos e inverterem a lógica predominante atualmente, em que prevalece o interesse comercial. “É preciso repensar o papel da PM em nossas cidades”, declarou. Em sua avaliação, o que se vê atualmente são discussões recorrentes sobre ocupação das praças e parques e a humanização das cidades. Para ela, nos últimos anos, o Carnaval tem sido marcado por uma grande movimentação cultural em Belo Horizonte e que não teria presenciado nenhum ato que justificasse qualquer intervenção violenta contra a população.

Cristiano Silveira disse que mesmo com a mudança de administração no Estado, a Polícia Militar mantém um modelo arraigado há muitas décadas, militarizado, e que por isso é passível de cometer truculências em sua atuação no dia a dia. “Lutamos contra o que está estabelecido há muito tempo, e  essa é a importância de debatermos a polícia que queremos”, frisou.

O deputado Professor Neivaldo (PT) defendeu a importância dos blocos de rua e das manifestações populares e acredita que, após os encaminhamentos da reunião, o movimento ganhará força.

Para o vereador Pedro Patrus,a ausência da PM na audiência e o comportamento truculento dos integrantes da corporação é praxe nas manifestações populares. 

Além dos requerimentos encaminhados às secretarias de Estado de Governo e de Defesa Social é à Corregedoria da PM, foi aprovado um Manifesto pela Democracia Urbana; e uma solicitação à Prefeitura de Belo Horizonte das imagens das câmeras do Olho Vivo (programa de vigilância eletrônica) nos dias e locais onde teriam ocorrido as agressões; além de um esclarecimento da CBTU sobre o porquê de a estação 1º de maio ter sido fechada no dia 4 de fevereiro, quando os foliões retornavam dos desfiles de rua.



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