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Professor Neivaldo reitera críticas e defende rejeição de título a Moro


O deputado Professor Neivaldo defendeu novamente a rejeição do título de cidadão mineiro a Moro na Comissão de Segurança

Por Ilson Lima

Colocada novamente em debate na Comissão de Segurança Pública na terça-feira (29/03), a proposta de concessão do título de cidadão honorário ao juiz Sérgio Moro, rejeitada na semana passada, foi criticada dessa vez pelo deputado Professor Neivaldo (PT). Ele afirmou que o juiz, elevado à condição de herói pela grande mídia, tem tido uma postura parcial à frente da Operação Lava Jato, extrapolando suas prerrogativas de magistrado.

O parlamentar citou o grampo ilegal do diálogo entre a presidenta Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula, determinado por Sérgio Moro, e amplamente divulgado pela imprensa, como um ato autoritário e inconstitucional. “Um juiz que toma uma atitude dessas, e ainda vaza o diálogo da presidenta da República, não merece título de cidadão honorário, ou qualquer outra honraria”, frisou.

Pela Constituição Federal, o presidente da República tem foro especial e somente o Supremo Tribunal Federal (STF) pode autorizar a gravação de diálogos do titular do cargo e o vazamento das suas conversas telefônicas. A pretexto de gravar as conversas do ex-presidente Lula, o juiz invadiu a privacidade da presidenta, “num comportamento ilegal e criminoso”, observou o parlamentar.

Ele reconheceu a importância da Operação Lava Jato no combate à corrupção, mas salientou a criminalização que esta vem fazendo do PT, deixando de lado figuras de proa de outros partidos. Em apoio às suas acusações, Professor Neivaldo mencionou o ex-procurador-geral do Paraná, Carlos Frederico Marés de Souza Filho, segundo o qual, “Sérgio Moro é um serviçal de uma investigação política, que logo será descartado, pois passou da linha e tem adotado uma prática jurídica da Idade Média.”

As críticas do parlamentar petista foram provocadas após reiteradas e longas defesas do juiz Sérgio Moro feitas pelos deputados aecistas na reunião, que tinha outras temas como pautas. Estes defenderam o juiz depois da fala do deputado Cabo Júlio (PMDB), que reagiu duramente à publicação de uma nota atribuída ao bloco de oposição Verdade e Coerência. Divulgada em um jornal impresso, a nota ironizou a rejeição do título de cidadão mineiro ao juiz, afirmando que os três deputados que votaram contra a proposta deram “faniquitos” na audiência.

Cabo Júlio ressaltou que o texto publicado em nome da base aecista na Assembleia comete três erros: “quem o publicou não assume a autoria, o que é atitude de covarde; eu não estava na reunião nesse dia, e o autor utiliza termos desrespeitosos no tratamento com seus colegas de parlamento”, rebateu o deputado. Ele ponderou, contudo, que recebeu pedidos de desculpas por parte dos líderes da oposição.



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