Facebook Youtube Twiter Sound cloud
nas redes
 
 
Logo Minas Sem Censura Newsletter

Mais Notícias

 
 

Estado libera recursos para evitar fechamento de maternidade em Betim


Na audiência pública para discutir a proposta de desativação da maternidade de Betim, a prefeitura faltou e não justificou

Por Ilson Lima


Para não deixar que duas Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs) e a Maternidade Municipal Haydée Espejo Conroy sejam fechadas, o governo estadual, por meio da Secretaria de Estado da Saúde, liberou R$ 1,5 milhão à Prefeitura de Betim. Uma medida que impediu que a maternidade fosse fechada no último dia 15 de março.

O recurso é parte de um montante de R$ 5 milhões que o município deverá receber.

A participação do Estado na solução da crise do sistema de saúde de Betim, que é referência para outros 22 municípios, foi avaliada como fundamental pela deputada Marília Campos (PT), que anunciou a medida durante a audiência pública da Comissão de Participação Popular, realizada na terça-feira (22/03).

A contrapartida da prefeitura será a manutenção do funcionamento dessas unidades, com atendimento integral à população, pelos próximos 30 dias. Nesse período, os representantes dos executivos estadual e municipal, do Ministério Público e de outras instituições e entidades que participam da discussão do problema deverão apresentar outras alternativas para a crise do setor.

Pelos dados apresentados na audiência, as UPAs atendem entre 600 a 700 pessoas por dia. Já a maternidade atende cerca de 240 a 300 gestantes em condições de partos por mês. Os profissionais dessas unidades frisaram que, caso as unidades e a maternidade sejam fechadas, o Hosptial Regional será sobrecarregado.

Outro apoio do governo será para que o Hospital Reginal não seja municipalizado "O governo já fez aporte de recursos o compromisso agora é de incluir o Hospital Regional no Pro-Hosp", disse Marília.

A deputada ressaltou que é preciso esforço de todos os gestores e que o Estado vem cumprindo o seu papel de não deixar fechar as unidades de saúde de Betim, mas que a prefeitura do PSDB ainda não apresentou a sua parte, que é a de reduzir as despesas.

Um dos vereadores presentes, Antônio Carlos (PT) garantiu que ele e mais quatro colegas apoiam o corte no orçamento da Câmara Municipal. “Falta o apoio de mais 18, ou da maioria deles, para que possamos aprovar o corte no orçamento da Casa”, declarou. Segundo ele, a prefeitura fará uma economia de R$ 20 milhões no repasse que faz à Câmara Municpal, reduzindo na compra de combustíveis, cargos comissionados e convênios com empresas e entidades públicas e privadas.

A deputada admitiu que todas os municípíos brasileiros estão convivendo com a crise, mas essa situação existe para todos. “É verdade que a arrecadação caiu, mas em tempos de crise devemos cortar no que puder, menos na saúde, educação e segurança”, disse o deputado Ivair Noqueira (PMDB), ex-prefeito de Betim.

A reprentante do governo na audiência, a subsecretária de Políticas e Ações da Saúde, Maria do Carmo, garantiu que o repasse da primeira parcela de R$ 1,5 milhão já foi feita, mas que a condição imposta pelo Estado é uma garantia de que a assistência à população não faltará. “O problema que a desativação dessas unidades e falhas no atendimento reverbera nos munípios vizinhos, alastrando o problema para Contagem e Belo Horizonte, o que só vai piorar o atendimento à maioria da população, que necessita do Sistema Único de Saúde (SUS).

Os deputados Geraldo Pimenta (PCdoB), que atua e mora em Betim, e Dr Jean Freire (PT), também participaram da audiência.


Logo Minas Melhor Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais
Rua Rodrigues Caldas, 79 - 3º andar
Santo Agostinho - BH / MG

(31) 2108-7597 minasmelhoroficial@gmail.com
Copyright 2016 Minas Melhor.
Facebook Youtube Twiter Sound cloud
nas redes