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Ato com Stédile do MST defende Lula e a democracia


Os participantes do ato com Stédile voltaram a gritar bem alto que "não vai ter golpe"

Por Ilson Lima

A Operação Lavajato é uma hipocrisia e é apenas uma das pontas das várias crises em que o Brasil está mergulhado. A afirmação foi feita pelo coordenador Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Pedro Stédile, reconhecida e polêmica liderança da esquerda. “Estamos vivendo um momento grave, de uma crise prolongada, que vai durar muitos anos, e que por isso mesmo nos aponta vários desafios”, avalia.

Stédile foi o principal palestrante da audiência pública “Processo de Fortalecimento da Democracia e a Promoção dos Direitos Humanos”, promovida pela Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), realizada na sexta-feira (11/03), que ainda contou com os representantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT/MG), Beatriz Cerqueira, e da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB/MG), Marcelino Orozimbo da Rocha. Um dos componentes da mesa do evento, o procurador de Justiça, Jacson Campomizzi, ressaltou que fez questão de participar do evento como cidadão e apoiador da democracia. Ele atua no Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) desde o início da década de 90. A audiência foi conduzida pelo presidente da Comissão, deputado Cristiano Silveira (PT).

O coordenador do MST classificou a condução coercitiva, na semana passada, e o pedido de prisão preventiva do ex-presidene Lula, na quarta-feira (09/03), como atos abusivos, respectivamente do juiz Sérgio Moro, e dos três promotores do Ministério Público de São Paulo. “O poder judiciário está agindo como um poder monárquico, acima da Constituição da República”, explicou. O dirigente disse, também, que o Poder Judiciário hoje fala pela Rede Globo, que se tornou os autos da Justiça brasileira”, ironizou.

Com mais de 20 anos dedicados ao MPMG, Jacson Campomizzi disse que a atitude dos três promotores do MP de São Paulo — Cassio Conserino, Fernando Henrique de Moraes Araújo e José Carlos Blat — é um ato insano que mancha a reputação da instituição, que desde 88 segue as orientação estabelecidas na Carta Maior do País, que é contra golpes e investidas contra a democracia. “Esses Ministério Público é parcial e não representa a sociedade brasileira, conforme está na Constituição de 88”, criticou.

Stédile apontou, ainda, que o Brasil vive uma das crises mais agudas de sua história, comparadas às de 1935, 1946, 1964. “O hoje é fruto do ontem, e atualmente vivemos quatro crises: a econômica, a social, a política e a ambiental”, enumerou. O dirigente avalia que, como o capitalismo não vive sem crises, a de agora tem ingrediente da crise externa, mas tem também recheios internos, “do esgotamento do modelo que foi adotado nos últimos 13 anos, desde que Lula se tornou presidente da República.

Em sua opinião, “a direita brasileira, que tem DNA golpista, tenta inviabilizar a candidatura Lula em 2018, porque sabe que, em caso de vitória, ele terá força popular. Tentam golpear a candidatura Lula, seja via judiciário, seja por outras intimidações, e por isso gritamos que não vai ter golpe contra a democracia, ou contra Dilma”, concluiu.

Autor do requerimento da audiência pública, o deputado Rogério Correia (PT), líder do Bloco Minas Melhor na ALMG, lembrou que a perseguição ao ex-presidente Lula é mais do que uma tentativa de somente inviabilizar sua candidatura em 2018, mas “é mais uma investida contra a democracia brasileria, que há pouco mais de 30 anos vem conseguindo se manter”, frisou. Para ele, está uma ação conjunta do Poder Judiciário com a Rede Glogo, que, numa ação midiática, tentam paralisar o País”, analisou.

Participaram do evento também os deputados Durval Ângelo, líder do governo, deputada Marília Campos, e o deputado federal Reginaldo Lopes, todos do PT.



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