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Deputados criticam excessos do presidente da Comissão de Saúde


A deputada Marília Campos foi uma das que criticaram a postura do presidente da Comissão de Saúde


Por Ilson Lima

A deputada Marília Campos (PT) afirmou na quarta-feira (09/03) em audiência pública que a Comissão de Saúde se transformou em um local onde se martela o óbvio diariamente, com o único objetivo de desgastar o governo atual, como se assim os problemas fossem desaparecer. “Está certo cobrar, mas da forma que está sendo feito, fica-se martelando na cabeça do cidadão um problema, como a dengue, com o qual ele já convive há muito tempo, não agora”, disse.

Especificamente, a pauta era para discutir a prevenção e o combate a doenças endêmicas, e, como sempre tem ocorrido, os parlamentares tucanos, geralmente aproveitam das reuniões e audiências para fazerem longos discursos contra os governos estadual e federal, se desviando do foco.

A deputada, que foi prefeita de Contagem por dois mandatos, reforça que o ciclo da dengue não apareceu agora. “Como prefeita, vivemos com esse enfrentamento da dengue por muitos anos e não conseguimos debelá-la, apesar de termos utilizado todos as formas possíveis que tínhamos, desde campanhas publicitárias às limpezas urbanas”, explicou. Marília Campos indagou aos parlamentares  aecistas se não está na hora de o Legislativo ir além da sua função de discutir e passar a apresentar soluções para o cidadão. “Não está na hora de cair a nossa ficha, senhores deputados?”, provocou.


Para a parlamentar, o Legislativo tem de sair da zona de conforto e indicar também quais são as fontes de financiamento para solucionar as demandas dos municípios, dos estados e do País. E ainda enfatizou que é fácil para quem esteve durante 12 anos na administração do estado cobrar do governo atual aquilo que não fez.


O deputado Doutor Jean Freire (PT) quer também que a Comissão aproveite as audiências públicas para discutir soluções para os graves problemas da saúde pública. Ele salientou que, ao contrário do presidente da Comissão e de outros parlamentares tucanos, não iria ficar fazendo discurso de disputa política, em defesa do governo Pimentel e da presidenta Dilma, mas ressaltou que o debate na Comissão de Saúde precisa ultrapassar a cobrança por mais investimentos por parte dos governos. “Temos que sair dessa obsessão por achar culpados pela situação e contribuir com alternativas para o problema”, apontou. O deputado acusou o presidente da comissão de extrapolar as prerrogativas dele, ao abrir uma audiência pública sem convocá-la regimentalmente.

Os questionamentos dos deputados da base governista têm a ver com o tempo gasto nas reuniões e audiências da saúde. Na quarta-feira foram quase quatro horas de debate sobre um problema específico —  o caso de uma paciente que morreu em Juiz de Fora — sob a suspeita de que ela teria morrido por transfusão de sangue, contaminado por dengue. Janaína Carvalho, de 21 anos, moradora de Juiz de Fora (Zona da Mata), estava internada no Hospital Ascomcer para tratamento de leucemia e recebeu transfusão de uma doadora que teve dengue, o que foi verificado dias após a doação.

Os deputados do PT justificaram que o debate só se qualificou, não se perdendo em longos discursos contra os governos estadual e federal, em razão da capacidade técnica dos convidados, a maior parte deles dirigentes de órgãos estaduais. Especialistas presente à reunião destacaram que são poucos os casos de dengue transfusional.  A presidente da Fundação Hemominas, Júnia Guimarães Mourão Cioffi, destacou que a triagem dos doadores é muito rigorosa. No caso em questão, a pessoa não apresentava sintomas quando doou sangue.E acrescentou que exame feito com o soro da paciente deu negativo para a dengue. “Isso demonstra que a dengue não foi transmitida. A causa foi atribuída à leucemia, com sinais de infecção fúngica, afirmou.

Já o presidente da Sociedade Mineira de Infectologia, Estevão Urbano Silva, lembrou que a infecção é muito letal e concordou: “Juntando o exame que não comprovou a doença e a baixa incidência da dengue transfusional, tudo leva a crer que a paciente não teve esse quadro”. 


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