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Marcha da Mulher do campo e da cidade em BH

 

Discutir a situação das mulheres do campo e da cidade, em especial das atingidas pela tragédia de Mariana, foi o objetivo do Encontro Estadual das Mulhere do Campo e da Cidade, iniciado na segunda-feira (07/03) na Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Outro propósito foi o de construir pautas unificadas de lutas pelos direitos das mulheres do Estado. Um dos destaques no debate foi a situação das mais de mil mulheres que sofreram com a tragédia de Mariana, em 5 de novembro, e que passam por dificuldades até hoje.

 

A programação do evento se encerra na tarde da terça-feira (08/03) com a tradicional marcha pelas ruas do Centro da Capital mineira, que neste ano tem como tema “a lama que violenta, destrói e mata”, e que também comemorará o Dia Internacional das Mulheres. O questionamento principal feito às debatedoras versou sobre qual o modelo de desenvolvimento elas querem, numa sociedade como a que vivemos, em que as violações de direitos são constantes.

 

No caso das mulhreres de Mariana atingidas pela tragédia, o drama dessas pessoas, a maioria mães de famílias, foi relatado diversas vezes no encontro, como um exemplo da realidade que ainda hoje

revela a desiqualdade com relação aos homens.

 

Mesmo na tragédia, as mulheres são mais sacrificadas que os homens também atingidos em seus direitos. O exemplos são marcantes, afirma a coordenadora do Movimento dos Atingidos pelas Barragens (MAB), Letícia Oliveira. “Em Mariana, enquanto muitos homens receberam pelo menos parte dos seus direitos, muitas mulheres estão sem recebê-los”, garante. Ela cita o caso das mulheres que trabalhavam autonamente, como as manicures, que perderam suas casas, suas clientes, porque moram em lugares diferentes uma das outras, e não tem mais como sobreviver.

 

Ao todo, mais de 200 mulheres, agricultoras familiares, indígenas, extrativistas, quilombolas, urbanas e rurais, de diversos lugares do Estado participaram do evento, reunindo suas reivindicações e as experiências vividas nos movimentos sociais, sindicais e em outras áreas.

 

O encontro, diz a coordenadora do MAB, serviu para construir formas de enfrentamento ao modelo econômico atual, que sacrifica mais as mulheres; cobrar do governo estadual uma plano para atendimento imediato às mulheres atingidas pela tragédia e que ainda não receberam qualquer assistência; e também construir pautas de reivindicações imediatas que amenizem a situação das mulheres em Minas Gerais.

 

 


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