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Violência contra mulher é debatida com a sociedade em debates na Assembleia de Minas


Ciclo de debates reuniu mulheres de vários segmentos da sociedade

Lorena Campos

Foto: Clarissa Barçante/ ALMG


O Ciclo de Debates Dia Internacional da Mulher – Mulheres contra a Violência: Autonomia, Reconhecimento e Participação foi realizado no plenário da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, em 2 e 3 de março. O debate foi encabeçado pela Bancada das Mulheres, composta pelas deputadas do Bloco Minas Melhor, Celise Laviola (PMDB); Cristina Correa (PT); Geisa Teixeira (PT); Marília Campos (PT); Rosângela Reis (PROS), e pelas parlamentares Arlete Magalhães (PTN) e Ione Pinheiro (DEM).

A importância da discussão foi reforçada pela apresentação do Mapa da Violência 2015. Segundo o professor Julio Jacob Waiselfis, coordenador da Área de Estudos sobre Violência da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso), os dados são inaceitáveis. “A epidemia de dengue não mata um décimo do que mata a violência. Mas não há a mesma mobilização e nem orçamento para conter isso” reforçou.

O arquivo evidencia que Minas Gerais registrou 4,2 mortes para cada grupo de 100 mil mulheres em função das agressões relacionadas à questão de gênero - índice pouco menor que a média nacional, de 4,8, que coloca o Brasil no 5º lugar na escala mundial. Além da violência física, as agressões verbais e psicológicas foram destaque na discussão. 

A assistente social Tânia Maria Santos conta que muitas vezes os homens agridem as mulheres sem perceber uma vez que o machismo é cultural. Ela também lembra que xingar, humilhar, chantagear, diminuir a autoestima ou menosprezar a capacidade intelectual da mulher também é agressão. “Você quer saber de uma violência extramente sensível e que qualquer mulher que tem uma carteira de motorista já foi submetida? É a famosa Dona Maria do trânsito. Como você está em um campo considerado masculino, você nunca sabe dirigir e qualquer coisa que acontecer no trânsito a culpa é sua” exemplifica Tânia.

Marília Campos reforça a importância de trazer esse debate para a Assembleia, para que esses assuntos não fiquem invisíveis na sociedade. “Nós tivemos grandes conquistas como a Lei Maria da Penha, que completa 10 anos em agosto. Mas ainda é necessário construirmos uma nova cultura de respeito e reconhecimento da mulher. O desafio é pensar em um projeto libertador e emancipador de cidadania no qual as mulheres sejam convocadas para opinar e participar de áreas que ainda são predominantemente ocupadas por homens como, por exemplo, a política".




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