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Violência contra a mulher vai além das agressões físicas


Exclusão e preconceito também são considerados atos de violência

Núcleo de Comunicação Minas Melhor

Foto: Clarissa Barçante/ALMG

Classificada muitas vezes como “silenciosa” pelos grupos de defesas dos direitos, a violência contra as mulheres ganhou destaque na Assembleia Legislativa durante o ciclo de debates “Mulheres Contra a Violência”, organizada pela bancada feminina da Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Vítimas deste tipo de crime coloca o Brasil como 5º país do mundo, no que se refere à violência contra mulher. “Uma violência que vai além da agressão física”, frisou a deputada Geisa Teixeira (PT). 

“Violência é tudo aquilo que fere os nossos direitos”, disse a representante do Movimento de Defesa do Direito das Pessoas Idosas, Nelci Barreiros da Silva. A analista de Políticas Públicas do Conselho Municipal do Idoso de Belo Horizonte, Sandra Mallet, relatou o resultado de uma pesquisa realizada entre 2011 e 2013 que aponta que, dentre as 985 denúncias recebidas pelo Conselho, cerca de 70% são contra as mulheres. Dos 364 casos registrados no último no da pesquisa, 26% resultou em óbito. “A grande surpresa é que essa violência ocorre dentro de casa, muitas vezes por negligência da própria família, em todas as classes sociais”, alertou.

Mallet apontou como alternativa a criação de um Comitê que possa investigar a fundo as causas dessas violências, para que o Estado possa obter informações precisas que resultem na elaboração de políticas públicas, que possam proteger os idosos, principalmente as mulheres.

A postura do Estado brasileiro na atenção às pessoas com deficiência foi criticada por Laura Martins, autora do blog Cadeira Voadora. “O Brasil é um dos países com a melhor legislação no acolhimento dos deficientes, mas infelizmente sofremos com a falta de fiscalização”, frisou.

Martins reconheceu a importância do debate, que ela classificou como “espaço de voz”. Segundo ela a sociedade não presta atenção nas condições de vida das outras pessoas e isso acaba resultando em violência de exclusão. “Como uma mulher cadeirante como eu pode fazer uma mamografia sem que exista um aparelho adequado?”, questionou. “Os gestores precisam ficar atentos para que um dia a gente possa viver num contexto diferente”.

A travesti Anyky Lima, representante mineira da Associação Nacional de Travestis e Transexuais lembrou que o preconceito e a marginalização são os principais atos de violência que se sobressaem quando não são agredidas. “Dizem que aqui [Assembleia Legislativa] é a casa do povo, mas a comunidade das Travestis e das Transexuais não transita neste lugar. Só a visibilidade afirmativa e positiva é que vai fazer com que essa comunidade acabe com o estigma de marginais, de estar na rua”, disse. Ela ressaltou ainda que a prostituição acaba sendo uma saída para àquelas que não têm um apoio familiar. “As que são acolhidas pela família conseguem estudar e trabalhar, mesmo assim, há uma enorme dificuldade enfrentada pelas travestis. Enquanto não houver, em cada bairro, uma travesti trabalhando na farmácia, no açougue ou na padaria é porque elas continuam sendo excluídas. E travestis e transexuais podem trabalhar em qualquer tipo de emprego”, reforçou.

Para a deputada Marília Campos (PT), o debate revelou realidades distintas de diferentes casos de violência. “Vimos aqui o quanto é complexa a nossa realidade, apresentada pelos diferentes movimentos das mulheres: as quilombolas, as mulheres com deficiências, as idosas, as que vivem em condição de liberdade privada e outras que estiveram aqui representadas. Mas não podemos olhar apenas para o problema, vamos reconhecer os avanços que já tivemos durante as gerações”, disse.

A parlamentar deixou como proposta um novo encontro com os grupos que ajudaram a organizar o ciclo de debates no próximo dia 22 de março. A data devera ser confirmada pela Assembleia Legislativa.


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