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Ação da PM divide opinião de moradores do Aglomerado da Serra


O comandante avalia que PM faz o que tem que ser feito no Aglomerado da Serra


Por Ilson Lima

Cobrado pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais, o comandante-geral da Polícia Militar de Minas Gerais, coronel Marco Antônio Badaró Bianchini, rechaçou as especulações divulgadas nos últimos dias que alimentam ainda mais o clima de insegurança que tomou conta da população do Aglomerado da Serra, na Zona Centro-Sul de Belo Horizonte. Ele garantiu ao presidente da Comissão de Direitos Humanos, deputado Cristiano Silveira (PT), que a situação naquele complexo de vilas e favelas não está fora do controle, mesmo após as intensas trocas de tiros entre duas conhecidas facções criminosoas que atuam no tráfico de drogas.

O comandante da PM explicou que a situação do Aglomerado da Serra não é diferente de outras regiões na Capital em que o tráfico de drogas atua organizadamente. Ele assegurou que, nas últimas semanas, a corporação tem estado atenta à movimentação no conjunto de vilas e favelas que formam o Aglomerado, devido às troca de tiros e explosões de bombas efetuadas pelas gangues de tráfico. “A área é conhecida pelas ocorrências de tráfico de drogas e por outros crimes, mas a segurança da população está garantida”, disse.

O deputado Cristiano Silveira solicitou ao comandante que a Comissão de Direitos Humanos (CDH), como outras Comissões da ALMG, também seja informada sobre o andamento das operações que forem realizadas na região. “Não podemos permitir que os cidadãos de bem que moram no local fiquem reféns dos criminosos”, frisou o parlamentar. Sem entrar em detalhes do trabalho que será desenvolvido na área, o coronel ressaltou que a PM está elaborando uma série de ações para prender os envolvidos no tráfico e reduzir a criminalidade na área de abrangência.do Aglomerado.

Na quinta-feira (04/02), o presidente e o vice-presidente da Comissão de Segurança Pública, deputados Sargento Rodrigues (PDT) e João Leite (PSDB), estiveram na sede da Área Integrada de Segurança Pública (AISP) e criticaram o policiamento no local. Segundo eles, houve um desmanche do equipamento público e redução do número de policiais na área.

Inaugurada em 2014, a AISP do conjunto de vilas e favelas nunca teve a atuação conjunta das Polícias Militar e Civil, como estabelece as regras de funcionamento para esse empreendimento. “E continua não funcionando por falta de efetivo na corporação”, justificou o delegado da Regional Sul, Frederico Abelha.

O delegado ressaltou, entretanto, que a Polícia Civil, por meio de sua Regional, atua no conjunto de vilas e favelas como sempre fez. “Hoje, o que temos é a disputa pelo controle do tráfico de drogas entre duas gangues, a Bandonion e a Sacramento, que são gerenciadas pelos traficantes Clélio Pereira Rosa, o Clebinho, que está preso na Casa de Detenção Antônio Dutra Ladeira, e Wender Wesley de Oliveira, o Peixinho, que está solto”, esclareceu.

O presidente da Comissão de Segurança Pública atribuiu ao que considera pequeno número de militares na AISP (três), a razão para o suposto avanço da criminalidade no Aglomerado, o que foi negado pelo comandante do Grupo Especializado de Policiamento em Área de Risco (Gepar), tenente Mauro Lúcio da Silva. O comandante local admitiu que o número de policiais pode até ser reduzido mas afirma dar conta das tarefas diárias, sem problemas. “Além dos políciais que estão aqui, tem uma patrulha do Gepar que está na rua, e às vezes têm até duas, dependendo do horário”, salientou.

O tenente não quis gravar entrevistas com a imprensa, alegando que, como representante da corporação, não pode se envolver em polêmicas inerentes às outras instituições. “Estamos trabalhando e ainda ontem (quarta-feira) estouramos um laboratório de drogas aqui”, garantiu.

Há décadas que o tráfico de drogas atua no interior das centenas de favelas de Belo Horizonte, com maior ou menor intensidade. O aumento da criminalidade, em particular dos homicídios, em razão do tráfico é uma realidade nacional, que se ampliou em Minas exatemente no período dos governos tucanos de Aécio Neves e Antônio Anastasia.




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