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Deputados vistoriam locais devastados pela tragédia


Foto : Assessoria do Deputado Rogério Correia

Por Ilson Lima/ ALMG

Os deputados integrantes da Comissão Extraordinária das Barragens realizaram na segunda-feira (1º/02) uma vistoria aos três locais mais atingidos pelo rompimento da Barragem do Fundão, em 5 de novembro: os distritos de Bento Rodrigues e Paracatu de Baixo, em Mariana, e Barra Longa. A visita de hoje às comunidades foi motivada pelo deslizamento em um dos diques de contenção do empreendimento, ocorrido na semana passada.

Na sexta-feira (29/01), os integrantes da Comissão vistoriaram o local do novo desplacamento e constataram a gravidade do problema, principalmente com o aumento da insegurança para os moradores locais.

O deputado Rogério Correia (PT), relator da Comissão, afirmou que a vistoria de hoje está sendo importante não só para ouvir os moradores mais uma vez, mas também para observar a região com mais cuidado. “Após o deslizamento da semana passada, temos que ficar atentos ao que pode acontecer, protegendo os moradores que sobreviveram e foram vítimas dessa catástrofe ”, ressaltou.

O lugarejo de Bento Rodrigues foi o primeiro a receber a visita dos parlamentares, que, na busca de entender o que realmente aconteceu na tarde de 5 de novembro, conversaram por um bom tempo com José Nascimento de Jesus, presidente da Associação de Moradores do distrito, que praticamente foi varrido do mapa, 10 minutos depois do rompimento da barragem.

José Nascimento disse que estão adiantados os entendimentos com a Samarco para que os cerca de 600 moradores sejam realocados em um novo lugar, com suas novas casas. “Escolhemos uma região próxima daqui, chamada Taquara Queimada”, frisou.

No entanto a comunidade local questionou os critérios para a distribuição de recursos aos atingidos, a reposição das ferramentas e insumos para que trabalhadores possam retomar suas atividades produtivas, e o retorno do acesso à água nas propriedades rurais. Entre as dificuldades relatadas, eles apontaram problemas de saúde ocasionados pela lama com resíduos de minério que tomou conta das fontes de água e ruas do município, além do estresse causado pela situação em que se encontram.

Os moradores presentes também reclamaram da falta de autonomia e auxílio na reforma das casas que ainda se encontram em condições de serem recuperadas e lembraram a construção de um muro de contenção, ainda não realizado, com o objetivo de preservar Barra Longa de tragédias semelhantes no futuro. Representantes do Movimento de Atingidos por Barragens (MAB) e moradores leram documento, que será entregue a representantes do Minsitério Público, elaborado a partir das reivindicações feitas durante as reuniões realizadas com a mineradora, desde o ano passado. 

Considerado o maior desastre socioambiental já ocorrido no Brasil e um dos maiores desastres minerários do mundo, a tragédia de Mariana completa três meses nesta semana. Foram 50 milhões de metros cúbicos de lama e rejeitos que vazaram da Barragem do Fundão que provocaram 19 mortes — 17 oficiais e duas pessoas cujos corpos não foram encontrados até hoje. Os prejuízos socioambientais são incalculáveis até o momento. 


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