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Novo deslizamento de rejeitos coloca em xeque segurança das barragens


os deputados da Comissão irão constatar o novo deslizamento na Barragem do Fundão


Núcleo de Comunicação Minas Melhor

O novo deslizamento de um milhão de metros cúbicos de rejeitos da Barragem do Fundão, em Mariana, na quarta-feira (27/01), com possibilidade de novos rompimentos, colocou em alerta a Comissão Extraordinárias das Barragens da Assembleia Legislativa (ALMG), que alterou seu plano de ações e aprovou várias medidas para os próximos dias.

A mudança de rota no trabalho da Comissão foi decidida em audiência pública realizada na quinta-feira (28/01), que contou com a presença dos representantes da Samarco Mineração, dos representantes dos Ministérios Públicos Federal e do Estado, e dos atingidos pela tragédia.

Entre as medidas, os deputados aprovaram uma visita à Barragem de Fundão na sexta-feira (29/01), por requerimento do deputado Rogério Correia (PT), com o objetivo de avaliar o novo acidente. Os parlamentares querem se certificar de que as condições de segurança das barragens da Samarco não foram ainda mais comprometidas pelo deslocamento de rejeitos.

Se já estava com dificuldades de retomar suas atividades minerárias em Mariana, a Samarco ficou em situação mais difícil após o desplacamento dos rejeitos, mostrado em vídeo pelo procurador regional dos diretos do cidadão da Procuradoria da República em Minas Gerais, Edmundo Antônio Dias Netto Júnior. Para ele, pelo volume de material deslocado, resultado provavelmente de um processo de erosão, o fato não pode ser considerado um incidente de pequenas proporções. “Todo plano emergencial da empresa precisa ser reavaliado diante do acidente ocorrido ontem, para garantir a segurança da população”, ressaltou.

Diante das imagens, o relator da Comissão, deputado Rogério Correia (PT) disse que a mineradora não pode ser autorizada pelo Poder Público a operar novamente suas barragens.“Pelo que vimos, e pelas informações que temos do volume do deslizamento, não há condições de a Samarco voltar a funcionar enquanto ela não apresentar à sociedade um novo plano de segurança dessas barragens”, avaliou.

Já o presidente da Comissão, deputado Agostinho Patrus Filho (PV), afirmou que aumentou o temor sobre a segurança das barragens sob a concessão da Samarco. Segundo ele, apesar da avaliação da empresa ser diferente, os Ministérios Públicos Federal e do Estado não têm a mesma percepção da mineradora. “Esse novo deslocamento de rejeitos após a tragédia nos indica que não há segurança nessas barragens”, frisou o parlamentar. “Esse fato tem que ser esclarecido”, arrematou.


Presentes à reunião, a ex-moradora do distrito de Bento Rodrigues, Mônica dos Santos, representante das vítimas, acusou a mineradora de não cumprir os compromissos assumidos com as comunidades. “Estamos passando pelos piores momentos das nossas vidas, a Samarco acabou com tudo, e ainda somos discriminados nas redes sociais”, desabafou.


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