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Comissão fiscaliza obras atrasadas nas barragens

Os riscos de rompimento das barragens da Samarco, em Mariana (Região Central), foram reduzidos, mas o dano ambiental vai demorar a ser sanado. Foi o que constataram os deputados da Comissão Extraordinária das Barragens que visitaram na terça-feira (29/12) as barragens de Germano e Santarém, além de voltar ao que restou de Fundão, barragem que se rompeu em 5 de novembro e fez sumir do mapa o distrito de Bento Rodrigues, causando a morte de 17 pessoas e deixando duas desaparecidas. “Sanar os danos ambientais decorrentes do desastre será o mais demorado. Já solicitamos o acesso, para a Assembleia, ao planejamento global para saber o que vai de fato ser feito”, afirmou o relator da comissão e líder do Bloco Minas Melhor, deputado Rogério Correia (PT), que foi acompanhado na visita pelo deputado Professor Neivaldo (PT).

Apesar do avanço das obras, somente em fevereiro estarão terminados os diques de contenção para evitar que a lama continue sendo drenada pelo rio. A Samarco Mineração não permitiu que a imprensa acompanhasse a visita e impediu que a assessoria de comunicação da Assembleia Legislativa fizesse imagens da vistoria realizada pelos deputados, que foram acompanhados do delegado Rodrigo Bustamante, que preside o inquérito que vai apurar as causas da tragédia, e por um perito da Polícia Civil.

De acordo com a assessoria de imprensa da empresa, outras medidas já estariam em estágio avançado. Das sete pontes destruídas, por exemplo, três já estariam refeitas e as demais ficariam prontas até o fim de janeiro.

Foi a terceira visita da comissão ao local com o objetivo de acompanhar as providências da empresa na mitigação dos danos causados após o rompimento da barragem e para evitar novos acidentes. Os parlamentares consideraram que avanços foram alcançados desde a última visita, em 30 de novembro, principalmente no que diz respeito ao reforço dos diques. “Havia um grande risco de rompimento das barragens de Santarém e Germano e as obras de segurança para evitar isso andaram bem”, disse Rogério Correia. As obras de reforço foram consideradas necessárias após se verificar que um dos diques que sustenta a barragem de Germano, o dique de Selinha, estava com uma rachadura. De acordo com o parlamentar, os representantes da empresa que os receberam disseram que a previsão de término dessas obras é de dez dias, o que seria antes do previsto no início dos trabalhos.

Por outro lado, Rogério Correia considerou que do ponto de vista da mitigação dos danos sociais, o essencial ainda não teria sido feito e estaria em atraso. “Ainda não foi nem definido o local onde serão construídas as novas casas para as famílias de Bento Rodrigues (distrito de Mariana destruído pela lama liberada no rompimento da barragem)”, disse. De acordo com a Samarco, 351 famílias do distrito estariam morando em casas alugadas pela empresa enquanto a solução definitiva não é encontrada. Quatro famílias estariam em hotel por opção das mesmas. Em Barra Longa (Zona da Mata), as casas afetadas já estariam, também segundo a empresa, sendo reformadas.

Professor Neivaldo lembrou que a comissão não vai paralisar os trabalhos durante o período de recesso parlamentar para cobrar a maior agilidade possível no enfrentamento dos problemas. “A tragédia já aconteceu, mas vamos acompanhar o trabalho para que seus efeitos sejam amenizados o máximo possível”, disse.

O delegado Rodrigo Bustamante reforçou que as obras não excluem o mal que já foi causado. “É prematuro falar em causas da ruptura da barragem sem os laudos periciais concluídos, mas todas as possibilidades serão devidamente analisadas”, disse.

Comissão - A Comissão Extraordinária das Barragens foi criada pela Assembleia de Minas após o rompimento da barragem do Fundão, para acompanhar as providências para recuperação dos danos causados, bem como discutir a situação de outras barragens do Estado. O desastre em Mariana liberou 32 milhões de metros cúbicos de lama com rejeitos de minério, que destruíram o povoado de Bento Rodrigues, mataram 17 pessoas e deixaram duas desaparecidas, poluíram 663 quilômetros de três rios (Doce, Gualaxo do Norte e do Carmo) e arrasaram 1.469 hectares de vegetação.


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