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Deputados pedem atenção para a situação das barragens de rejeitos localizadas na Bacia do rio Paraopeba

Assessoria de Imprensa deputado João Alberto

Durante reunião das Comissões extraordinárias das Águas e das Barragens, realizada na quinta-feira, 10, na Assembleia Legislativa os deputados João Alberto (PMDB) e Rogério Correia (PT) solicitaram providência à Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Semad) para que seja realizada, de imediato, a avaliação do índice de segurança das barragens de rejeitos situadas na bacia do rio Paraobepa, e em especial as do complexo minerário Serra Azul.

Os parlamentares solicitaram ainda um levantamento técnico completo sobre o conjunto de impactos produzidos em termos de rebaixamento dos lençóis freáticos na bacia do rio Paraopeba em razão da adoção da tecnologia de abertura de cavidades por parte das empresas mineradoras.

O pedido dos parlamentares surgiu após uma apresentação do vice-prefeito de Brumadinho e presidente do Consórcio Intermunicipal da Bacia Hidrográfica do rio Paraopeba - Cibapar, Breno Carone, sobre a situação das barragens de rejeitos, assoreamento dos cursos d'água e abastecimento público localizados nos municípios da Bacia do Paraopeba. O documento é resultado de uma audiência pública realizada na cidade de Brumadinho no dia 25 de novembro.

O material apresentado nas Comissões impressionou os parlamentares. "O que foi apresentado nesta reunião é muito grave. A situação em que se encontram as diversas barragens localizadas nestas cidades é alarmante e iremos encaminhar cópia de todo relatório para os órgãos ambientais e de fiscalização do Estado e do Governo Federal", informou o deputado João Alberto, que sugeriu: "É preciso buscar alternativas para uma mineração sustentável e assim minimizar os impactos no meio ambiente e evitar desastres ambientais", ressalta.

A preocupação está relacionada aos possíveis danos ambientais causados pela atividade de mineração na região, que envolve 48 municípios. Um possível rompimento poderia levar rejeitos até as represas que integram o sistema responsável por fornecer água a 5 milhões de pessoas na Grande BH. Diante do risco causado pela mineração é preciso buscar alternativas que possam assegurar a qualidade e quantidade de água para o uso humano.

"Solicitamos que sejam paralisados os lançamentos de rejeitos nas barragens acima dos reservatórios e mananciais de água do Sistema Paraopeba, principalmente das operações do Complexo Minerador da Serra Azul, que encontram-se a montante do reservatório de Rio Manso. O Sistema é responsável pelo abastecimento de aproximadamente 2,5 milhões de pessoas na região metropolitana. A medida deve valer até que os órgãos de fiscalização apresentem um parecer da real situação das estruturas", destaca Breno Carone.

Dirigentes do consórcio sobrevoaram e visitaram nove barragens, nos municípios de Brumadinho, Congonhas, Igarapé e Itatiaiuçu, todos na Região Central do Estado. A degradação da vegetação nativa, o assoreamento dos cursos d'água da bacia e o completo abandono de um dos empreendimentos, foram alguns dos problemas encontrados. No entanto, o foco de atenção está na situação estrutural das barragens e às drásticas consequências que o rompimento de uma delas traria.


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