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Cenibra apresenta propostas para recuperação do Rio Doce


Empresa utiliza água do Rio Doce para a produção de Celulose

Núcleo de Comunicação Minas Melhor

Foto: Cenibra

O diretor industrial e técnico da Cenibra, Róbinson Félix, relatou que a empresa da celulose que atua em 54 municípios ao longo da bacia do Rio Doce já apresentou à Samarco e ao Ministério Público um relatório com dados sobre os prejuízos econômicos. De acordo com a empresa a perda diária de faturamento é da ordem de R$ 8,3 milhões desde o dia 7 de novembro, quando as atividades foram paralisadas por conta da chegada dos resíduos trazidos pela lama que desceu com o rompimento da barragem da Samarco. “Tivemos que parar as nossas atividades e dar férias coletivas para os nossos colaboradores e essa paralisação afeta toda uma cadeia, desde os fornecedores de insumos às padarias e supermercados das cidades que dependem dessa economia, afetando cerca de 30 mil pessoas”, explicou Félix durante a reunião da Comissão Extraordinária de Barragens realizada na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, na quinta-feira (10/11).

O diretor da Cenibra apresentou aos parlamentares uma série de medidas que precisam ser tomadas, no sentido de conter os rejeitos que ainda descem pelo rio e até mesmo a retirada de detritos do leito. Dessa forma, segundo o diretor, será possível iniciar a recuperação da turbidez das águas. “Não será uma tarefa fácil pois não sabemos o tipo e nem a quantidade de material que existe hoje no rio”, destacou.

Félix pontuou ainda que a grande preocupação é quanto a segurança da barragem de Germano. “Temos que criar uma barreira e esse é o ponto primordial. Temos que ter a certeza de que o que está pra cima está seguro, pois sabemos que existe um problema em Germano e que a Samarco precisa de um tempo para assegurar o não rompimento dessa barragem”, alertou.

Outra proposta apresentada pela Cenibra é a utilização da barragem de Candonga como ponto de contenção. Além disso, a empresa sugere a transposição de afluentes e recuperação das nascentes. “É preciso iniciar uma recuperação a partir da montante do Rio Doce e elaborar um projeto de recuperação de toda a bacia”, defendeu.


Samarco — A Comissão Extraordinária de Barragens deve receber na próxima semana os representantes da mineradora Samarco, que se recusou a assinar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Publico. Para o relator, deputado Rogério Correia (PT), o prazo para um acordo já foi extrapolado e que não há dúvida sobre a responsabilidade das empresas. “A Samarco, a BHP e a Vale terão que ressarcir os danos sociais e ambientais”, afirmou.

Já o presidente da comissão, deputado Agostinho Patrus (PV), alertou que, de acordo com a lei federal que trata das barragens, as empresas têm que assumir as responsabilidades. “Se não o fizerem livremente, certamento o Ministério Público vai ingressar com essas ações. Mas vamos ouvir a Samarco na próxima semana para saber o porquê da não assinatura do TAC e da lentidão para atender as pessoas”, disse.

A deputada Rosângela Reis (Pros) lembrou ainda que os governos de Minas e do Espírito Santo, juntamente com a união, devem ingressar com ações judiciais contra as empresas.  


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