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Comissão vai investigar se barragem estava recebendo rejeitos acima do limite

Núcleo de Comunicação Minas Melhor

Foto: Divulgação

A Comissão Extraordinária de Barragens deve focar os próximos trabalhos para tentar esclarecer se a mineradora Samarco estava depositando rejeitos do complexo Alegria acima do limite de 5%, na barragem do Fundão, que se rompeu no mês passado. O questionamento foi apresentado pelo relator, deputado Rogério Correia (PT) que quer uma apuração do Ministério Público sobre o caso. “Queremos saber se a empresa estava trabalhando no limite de sua irresponsabilidade”, relatou.

De acordo com o presidente da Comissão, deputado Agostinho Patrus (PV), esses questionamentos serão feitos aos representantes da empresa. “O que nós sabemos e podemos afirmar é que nos últimos três meses a mineradora aumentou muito a sua produção em relação aos três meses do início do ano”, observou.

O relator solicitou ainda ajuda do Ministério Público para entender o porquê a mineradora não depositou os R$ 500 milhões, que fazia parte do acordo com o MP, que determinou o pagamento de R$ 1 bi para os fundos ambientais. “Além de não depositarem fazem chantagem com a população. Perdemos a confiança da relação com a empresa”, disse Rogério Correia.

Os questionamentos do deputado apresentados na reunião de terça-feira (01/12) pedem ainda, clareza quanto ao poder de operação da Samarco sem a existência da barragem que se rompeu. Segundo o parlamentar, as atividades foram embargadas pelo governo do estado, mas há dúvidas se ela teria capacidade de operar mesmo sem o embargo. “Além disso, queremos saber como ficará a reconstrução da vila de Bento Rodrigues que até agora não avançou”, pontou o deputado que afirmou ter feito uma consulta ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) sobre possibilidade de terras para a recolação das pessoas.

O defensor Público Aílton Magalhães afirmou que a Samarco apresentou um cronograma de assentamento provisório em casas alugadas, que deve atender todas as famílias até o fim de dezembro. Segundo ele, a defensoria está estudando medidas não só para atender os desabrigados de Mariana, mas também os ribeirinhos que vivem ao longo do curso do rio Doce e que dependiam da pesca e da agricultura para o sustento familiar. “Vamos ter que responsabilizar também a Vale e a PHP”, ressaltou.

Já o secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Sávio Souza Cruz, que defende o atendimento prioritário às vítimas atingidas, quer a constituição de um fundo que garanta inclusive a recuperação ambiental. No entanto, ele defendeu uma ação conjunta que possa unir os estados de Minas Gerias, Espírito Santo, União e os municípios da bacia do rio Doce.


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