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Comissão parlamentar vai apresentar à Justiça o relatório detalhado da visita a Campo do Meio

Décio Junior - Núcleo de Comunicação Bloco Minas Melhor

Foto: Arquivo

O relatório da visita da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa que comprova a alta produtividade agrária na ocupação Ariadinópolis, na cidade de Campo do Meio, no Sul do estado, foi aprovado na última quarta-feira (28/11) e será entregue à Justiça como prova de que as 450 famílias que vivem no local há 20 anos mantêm a terra produtiva.

O documento apresentado pelo presidente da Comissão, deputado Cristiano Silveira (PT), traz registros fotográficos do local onde cerca de 1,8 milhão de pés de café são cultivados há quase 20 anos. Culturas como milho, feijão e diferentes frutas são cultivadas também pelos agricultores locais que ocupam a área desde 1998. “É uma terra produtiva sim e isso tem que ser levado em consideração pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), ao analisar o agravo que será apresentado pelo Ministério Público, pela Defensoria Pública e pela assessoria jurídica das famílias”, alertou o parlamentar.

O 1º secretário da Assembleia Legislativa, deputado Rogério Correia (PT), desafiou o juiz substituto da Vara Agrária, Walter Zwiches Esbaille Junior, que em 7 de novembro determinou a desocupação da área, para que faça nova visita às terras, só que desta vez acompanhado dos parlamentares. “Esse juiz foi na área fazer inspeção e colocou no relatório que não viu [as plantações]. Que olhos têm esse juiz? Do latifúndio, do fazendeiro? Que juiz é esse? Eu desafio a ir lá comigo de novo em vez de ir com a Polícia, para ver o que está sendo produzido”, afirmou.

Para os parlamentares, as 2 mil pessoas que dependem da terra para sustento próprio de suas famílias estão sendo vítimas de perseguição de um grande cafeicultor interessado nas terras. “Em 2016, o senhor João Faria da Silva, fez um arrendamento de 250 hectares com os antigos proprietários da usina que ficava naquelas terras, mas que faliu, deixando todos os trabalhadores sem receber seus direitos. E desde então ele, que é um dos maiores produtores do café do mundo, passou a querer as terras a qualquer custo e a financiar as desgraças daquelas famílias”, lamentou Rogério.

Já o presidente da Comissão de Direitos Humanos, Cristiano Silveira (PT), lembrou que o governador Fernando Pimentel decretou a área como de utilidade de fim social e citou a importância que os agricultores têm para a economia local. “Pelo menos 80% dos comerciantes da região registram seus CNPJs em um abaixo-assinado que pedem a permanência daquelas pessoas naquelas terras. Não podemos permitir que 20 anos de trabalho e milhões de investimento do bolso dos próprios trabalhadores sejam prejudicados por interesses de grande latifundiários”, defendeu.

O deputado Jean Freire (PT) ocupou a tribuna para apoiar a iniciativa da Comissão de Direitos Humanose e reforçou o apoio aos moradores do Quilombo Campo Grande, lamentando a decisão do juiz de determinar a reintegração de posse.


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