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Vales do Jequitinhonha e Mucuri são prejudicados com a saída dos cubanos do Mais Médicos

Décio Junior - Núcleo de Comunicação Bloco Minas Melhor

Foto: Sarah Torres/ALMG


Médico de uma das regiões mais pobres do País, o Vale do Jequitinhonha, e acostumado a lidar com o povo mais simples, o deputado estadual Dr. Jean Freire (PT) demonstrou a sua indignação com a saída dos cubanos do Programa Mais Médicos, que desligou pelo menos 8,3 mil profissionais que trabalhavam nas regiões mais remotas do Brasil. “É um fato que nos entristece”, disse ele ao lembrar da política pública criada pela então presidente Dilma Rousseff.

Dr. Jean Freire fez questão de frisar que Cuba mantém uma medicina de qualidade referência em todo o mundo, por atuar de forma preventiva diante das doenças e não somente no combate à cura. “Um modelo difundido no mundo todo e eu, enquanto médico, sei da importância de se ter esse cuidado prévio”, explicou.

Atualmente, os profissionais cubanos prestam serviços em 67 países. Segundo nota oficial do Ministério da Saúde daquele país, “em 55 anos, 600 mil missões internacionalistas foram realizadas em 164 países, envolvendo mais de 400 mil trabalhadores da saúde”.

O deputado lembrou da atuação dos cubanos nas cidades dos vales do Jequitinhonha e Mucuri e fez questão de citar relatos dos próprios pacientes reconhecendo a atenção dos médicos estrangeiros. “Eles escutam a gente, doutor”, teria relatado um deles.

Dr Jean rebateu as críticas feitas pelo presidente eleito Jair Bolsonaro ao Programa Mais Médicos. “É uma inverdade que o Mais Médicos foi criado para sustentar ditadura cubana. O programa foi criado para os brasileiros e para os médicos brasileiros. Agora, se os médicos brasileiros não se interessaram em atuar nos locais mais distantes, precisamos de gente que o faça. Não podem não aceitar trabalhar nas regiões que mais precisam de médicos e ficar jogando pedra e criticando um programa que trazia para o Brasil médicos dispostos a atender nestes lugares”, disse.

Pelo balanço divulgado pelo governo de Cuba após a saída dos médicos, em cinco anos de trabalho, cerca de 20 mil colaboradores cubanos atenderam 113,3 milhões de pacientes em mais de 3,6 mil municípios, representando 80% de todos os médicos participantes do programa. Mais de 700 municípios tiveram um médico pela primeira vez na história.

O trabalho dos médicos cubanos em locais de extrema pobreza, nas favelas do Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador, nos 34 Distritos Especiais Indígenas, especialmente na Amazônia, foi amplamente reconhecido pelos governos federal, estaduais e municipais e pela sua população, que conferiu 95% de aceitação, segundo um estudo encomendado pelo Ministério da Saúde à Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

“Como médico, parlamentar e morador do Vale do Jequitinhonha fica aqui a minha gratidão aos colegas médicos. Minha eterna gratidão”.

Vice-líder do governo, o deputado Cristiano Silveira (PT) ocupou também a tribuna para falar das preocupações dele em relação ao risco de perda de direitos no próximo governo e citou pesquisa que aponta o Brasil como nono país com maior desigualdade social, agravada em 2016 e 2017. Segundo ele, a situação pode piorar na saúde, com a saída dos cubanos do programa Mais Médicos.



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